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De olho no comando da Câmara, Centrão volta a “ameaçar” Planalto

“Banho maria” colocado na escolha de um substituto para o posto de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo, indica que o “Centrão” ainda atua com força em Brasília

  • PorCatarina Scortecci
  • Brasília
  • 10/12/2016 10:47
Ideia de colocar alguém do PSDB como substituto de Geddel Vieira Lima, que deixou a Secretaria de Governo de Temer, desagrada o chamado “Centrão”. | Valter Campanato/Agência Brasil
Ideia de colocar alguém do PSDB como substituto de Geddel Vieira Lima, que deixou a Secretaria de Governo de Temer, desagrada o chamado “Centrão”.| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Embora o Planalto não tenha desistido da nomeação do deputado federal tucano Antonio Imbassahy (BA) para o posto deixado por Geddel Vieira Lima, o “banho maria” colocado no assunto indica que, mesmo após a derrocada de Eduardo Cunha (PMDB), o chamado “Centrão” ainda atua com força na arena política.

O nome do líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados é uma escolha de consenso dentro da legenda para a Secretaria de Governo, pasta responsável por toda a articulação política do Planalto e que pode até ser “turbinada” com a chegada do novo ministro-chefe, ganhando novas atribuições. Mas, a ideia de colocar mais um tucano na linha de frente do Planalto desagradou de imediato parte do PMDB e, principalmente, o Centrão.

Bloco informalmente construído na Câmara dos Deputados durante a “Era Cunha”, o Centrão agrupa mais de dez partidos políticos, de médio e pequeno porte, com características fisiológicas, como PP, PSD, PR, PRB e PTB. Juntos, eles formam, em número de parlamentares, uma força superior à antiga oposição, encabeçada por PSDB e DEM, e também à atual oposição, liderada pelo PT.

A principal conquista do Centrão durante a gestão de Michel Temer na Presidência da República foi a indicação do deputado federal André Moura (PSC-SE) para o posto de líder do governo Temer na Câmara dos Deputados, em maio. Também ganharam postos na Esplanada dos Ministérios. Depois disso, a vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o comando da Câmara dos Deputados e, mais recentemente, a prisão do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha, acabaram esfriando as ambições do grupo.

Mas, agora, no último mês do ano, o Centrão volta a marcar posição, de olho na cadeira de Rodrigo Maia. Para o Centrão, a nomeação do líder do PSDB para a Secretaria de Governo é interpretada como um sinal de fortalecimento da “antiga oposição”. Assim, integrantes do Centrão temem perder força para a disputa pelo comando da Câmara dos Deputados.

Entre os integrantes do Centrão, há quase dez interessados na vaga, mas o nome do líder do PSD, Rogério Rosso (DF), novamente se destaca. Ele ficou em segundo lugar na disputa de julho, quando perdeu para Maia, e, agora, a mais de um mês da nova eleição, já se declara candidato novamente. A disputa por lá não será simples: Maia tem sustentado que legalmente está apto para a reeleição, já que exerceu somente um “mandato-tampão”.

De todo modo, com a reação do Centrão em torno de uma possível nomeação de Imbassahy, o presidente da República, Michel Temer, resolveu suspender qualquer anúncio sobre o substituto de Geddel Vieira Lima. Integrantes do Centrão desejariam que o assunto só fosse retomado após as eleições na Câmara dos Deputados. Hoje principal aliado de Temer, o PSDB, contudo, já pressiona por uma rápida solução.

Negociações com Centrão serão sempre no varejo, diz especialista

Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, como é conhecido no Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), as negociações do governo federal com o chamado Centrão serão sempre feitas no “varejo”. “São negociações pontuais, cada votação, cada matéria. Como eles têm esse caráter fisiológico, tudo pode render alguma benesse”, explica ele.

Por causa disso, Toninho acredita que “não há hipótese de o Centrão abandonar o governo federal”: independente da cor partidária da cúpula do Planalto, o Centrão vai integrar a base aliada. “O Centrão só faz gestos de rebelião, para poder negociar, para obter mais cargos”, diz ele.

Mas, alerta o especialista do Diap, as permanentes negociações têm um custo, e o Centrão pode virar a qualquer momento um “problema” para o governo Temer, “ou para qualquer governo federal”, pontua ele.

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