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A defesa de Marcelo Odebrecht pediu nesta quarta-feira (22) mais tempo para explicar ao juiz Sérgio Moro as anotações que a Polícia Federal encontrou no celular do presidente da empresa. O prazo para os advogados de Marcelo fornecerem as informações ao juiz responsável pela Lava Jato terminaria nesta quinta-feira (23). A advogada Dora Cavalcanti argumentou, porém, que não teria tempo de dar as explicações sem conversar com seu cliente antes.

A Polícia Federal (PF) produziu um relatório sobre dados que estavam no Iphone de Marcelo apontando que os textos fazem referência às investigações da Lava Jato, indicam estratégias da empreiteira e citam políticos. Nem todas as informações disponíveis no celular foram decifradas pelos agentes da PF. Em despacho, o juiz Moro classificou como “perturbador” um trecho das anotações que faria referência a atrapalhar as investigações por meio de “dissidentes PF”.

A advogada Dora afirmou que não tem como fornecer as explicações sem falar com Marcelo antes, o que só deve acontecer nesta quinta-feira. “A única pessoa que pode interpretar as anotações é o seu autor”, escreveu a advogada. Ela também pediu para que o juiz autorize um acréscimo no tempo reservado à conversa com seu cliente, que geralmente é de meia-hora.

Além da explicação sobre as supostas referências a algum tipo de interferência nas investigações, Moro também quer explicações sobre trecho das anotações em que Marcelo estaria “protegendo” os executivos da Odebrecht Rogério Araújo e Márcio Faria, orientando eles a não mexer em contas no exterior e citando a frase ““higienizar apetrechos MF RA”.

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