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Sarkozy  disse ter se sentido honrado pelo convite para ver o desfile da Independência | AFP
Sarkozy disse ter se sentido honrado pelo convite para ver o desfile da Independência| Foto: AFP

BRASÍLIA - O churrasco oferecido pelo presidente Lula ao francês Nicolas Sarkozy terminou de forma desastrosa na noite de domingo. A carne estava "quase no ponto’’, segundo contou Lula, quan­­do o francês chegou. Mas, por causa do calor, as laterais de vidro da churrasqueira estouraram, crivando a comida de vidro.

"Estas churrasqueiras mo­­dernas têm um vidro temperado de cada lado e acho que se colocou carvão demais na churrasqueira. Estourou e caiu todo o vidro em cima da carne, ou seja, não poderia, sabe, oferecer churrasco com vidro’’, desculpou-se Lula.

Ontem, depois de acompanhar os desfiles do Sete de Setembro ao lado do presidente brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, Sarkozy não poupou elogios ao colega, de quem cobrou publicamente a "dívida’’ por não ter oferecido o prometido churrasco durante sua rápida passagem no Brasil. Bem-humorado, Sarkozy disse que cumpriu todos os seus objetivos políticos e comerciais durante sua visita ao Brasil, mas Lula deixou de lhe servir o esperado churrasco. "Eu disse que, se conseguíssemos fazer a metade do que desejamos, Lula e eu, seria fantástico. Não fizemos a metade, temos ainda 120% a fazer. Ele ainda está me devendo um churrasco. A única promessa que ele não me cumpriu foi oferecer um churrasco’’, disse Sarkozy. Lula, então, explicou melhor o episódio.

Segundo o presidente brasileiro, o problema foi logo contornado porque a primeira-dama, "insistindo que iria chover’’, havia deixado uma moqueca capixaba preparada. "E, em vez de churrasco, comemos moqueca com feijão tropeiro. Fiquei satisfeito que o Sarkozy gostou muito de feijão tropeiro. Isso significa que ele já está se sentindo em casa’’, brincou Lula.

Amigos

Durante a declaração conjunta dos dois presidentes, Lula e Sarkozy declaram sucessivas vezes que se consideram "amigos’’ acima de qualquer relação política entre os países. "O nosso diálogo é cada vez mais indispensável. Tudo isso não seria possível se não fosse a afinidade entre os nossos povos. Essa é a mensagem maior da visita do meu amigo Sarkozy’’, afirmou o brasileiro.

Sarkozy devolveu os elogios. O francês prometeu ser um parceiro do governo brasileiro disposto a defender o país no grupo das maiores economias mundiais. "É uma honra para França ser convidado para a festa da independência. É a primeira vez que um presidente foi convidado nessas condições. A França aprecia muito esse gesto. Vamos criar juntos, construir juntos, vender juntos. O Brasil e a Fran­­ ça, o presidente Lula e eu, pensamos juntos. Pensamos que a organização do mundo deve mudar para ser mais justa’’, disse Sarkozy.

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