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Reforma

Dilma avisa Temer que Cidades continua com PP

PMDB estava de olho na pasta, mas Dilma disse que essa cadeira não entrará na negociação com os partidos da base aliada na reforma ministerial a ser feita até março

  • PorAgência Estado
  • 14/01/2014 06:46

A presidente Dilma Rousseff decidiu deixar o Ministério das Cidades sob comando do PP, partido que já ocupa esse posto desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. O PMDB estava de olho na pasta, mas Dilma disse ao vice-presidente Michel Temer na noite desta segunda-feira, 13, que essa cadeira não entrará na negociação com os partidos da base aliada na reforma ministerial a ser feita até março.

O primeiro integrante do primeiro escalão a deixar o cargo, no início de fevereiro, será a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann que vai reassumir o mandato de senadora e depois disputará o governo do Paraná pelo PT. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, substituirá Gleisi na Casa Civil. Embora Dilma queira manter o nome do sucessor de Gleisi em segredo, as equipes da Casa Civil e do MEC já estão fazendo reuniões para a transição.

Além de Gleisi e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha - que também deve sair em fevereiro, após acompanhar Dilma em viagem a Havana (Cuba) no fim do mês -, os outros auxiliares que concorrerão às eleições deixarão as pastas em março. Padilha será candidato do PT à sucessão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A disputa entre o PMDB e o PP, comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI), ficou acirrada nos últimos tempos e incluiu até acusações mútuas de sabotagem para a liberação de emendas parlamentares. Além disso, o PP está de olho no Ministério da Integração Nacional, objeto de desejo do PMDB e responsável por uma das mais importantes obras do governo, a transposição do Rio São Francisco. Até setembro, a pasta estava sob influência do PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que deve disputa o Planalto contra Dilma.

Contemplar o PP tornou-se importante para a presidente por causa da propaganda eleitoral. Em 2010, o partido ficou neutro na disputa, mas desta vez o PT espera contar com o tempo de TV dos aliados.

Pretensões

Temer vai se reunir amanhã à noite com os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e do Senado, Renan Calheiros (AL), e também com os líderes do PMDB nas duas Casas, para conversar sobre as pretensões do partido na Esplanada.

Dilma deve aceitar a indicação do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para ocupar a Integração Nacional, mas não quer saber de briga pelo espólio de Cidades. O atual ministro da pasta, Aguinaldo Ribeiro (PB), sairá da Esplanada porque vai concorrer à eleição para deputado federal, mas o PP continuará controlando a pasta - a única sob comando do partido.

"Haverá mais duas ou três rodadas de conversa com o PMDB sobre reforma ministerial", afirmou o senador Valdir Raupp (RO), presidente do partido. "Não há pressão nem pressa." Atualmente, o PMDB controla cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Aviação Civil e Agricultura). Deve sair da reforma com seis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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