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Ao Gaeco, Juliano Borghetti também tentou esclarecer o dinheiro que recebeu da construtora Valor. Segundo ele, após sair desgastado do governo, muitas portas se fecharam e sua situação de vida ficou muito difícil. Por isso, procurou o verdadeiro dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza, com quem relata ter uma forte amizade há mais de 20 anos. E pediu se o amigo “podia arrumar alguma coisa”.

O acordado foi que Borghetti faria uma experiência de três meses, buscando contatos com a iniciativa privada para baratear os valores das obras da Valor. Para isso, recebeu R$ 15 mil mensais em espécie, entre fevereiro e abril do ano passado. No entanto, como o trabalho não prosperou, foi logo encerrado.

A versão contada por Eduardo Souza ao Gaeco é idêntica à de Borghetti. “[Fiz] em nome da nossa amizade, mais até para ajudar ele, porque estava numa situação difícil. Nunca [tratamos de ajuda no governo do estado], porque eu sabia que ele não conseguiria, estava até meio brigado com o governador na época.”

No entanto, Vanessa Domingues de Oliveira, laranja que figura como proprietária formal da Valor, afirma que o ex-vereador foi seis ou sete vezes à sede da empresa em 2014 para receber o salário de R$ 15 mil. “Ele era uma espécie de funcionário fantasma [da Valor]. Não [tinha registro com a construtora]. [Ele recebia salário] para ajudar a adiantar os pagamentos da Valor na Secretaria de Educação [...] e na Casa Civil”, declarou ao Gaeco. “Fiquei muito furiosa porque eu que estava com o meu nome [como proprietária da Valor] não ganhava R$ 15 mil.”

No depoimento, Borghetti classificou como “mentira” às afirmações de Vanessa. (ELG)

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