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Goiânia e Brasília - A candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, disse ontem que discorda das afirmações feitas no passado pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que classificou o PMDB como um "ajuntamento de assaltantes". Pouco antes de participar de um comício em Goiânia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma tentou amenizar o mal-estar entre o PMDB e Ciro.

"Às vezes a pessoa exagera um pouco na fala. Não vamos criar um caso pelo que passou, até porque estamos em um outro momento", afirmou a petista. Ciro, que é um dos coordenadores da campanha de Dilma, chegou a dizer que o candidato a vice-presidente na chapa petista, Michel Temer (PMDB-SP), era o chefe de uma "turma de pouco escrúpulo". Dilma defendeu Temer e disse que Ciro estava "magoado" quando fez as declarações porque teve de abdicar de sua candidatura à Presidência. "Tenho um vice que é motivo de orgulho. Se eu for eleita e se tiver que me afastar do governo, fico tranquila", disse Dilma. Ela negou que escondeu Temer. Espero que o Temer apareça nas próximas propagandas."

Ditadura

Para blindar Dilma Rousseff, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu ontem impedir o Superior Tribunal Militar (STM) de decidir sobre a liberação ou não do acesso ao processo aberto durante a ditadura militar contra a petista. Após o julgamento já ter começado, o STM atendeu a um pedido da AGU para consulta aos autos, adiando o julgamento por três sessões – até o dia 28, conforme prevê o regimento. Como o segundo turno será no dia 31, aumentou a chance de ocorrer sem que os dados se tornem públicos. "Parece mais uma tentativa da AGU para tentar procrastinar esse julgamento para depois do segundo turno", afirmou o representante do Ministério Público, Roberto Coutinho.

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