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A presidente eleita Dilma Rousseff deve ampliar e melhorar o diálogo com a sociedade civil para aprofundar as conquistas sociais do governo Lula e cumprir promessas de campanha, como erradicar a miséria, melhorando a vida de 21,5 milhões de pessoas que ainda estão na pobreza absoluta, e reduzir as desigualdades entre as classes sociais. A avaliação é do geógrafo Mário Pires, coordenador executivo da organização não governamental (ONG) carioca Observatório de Favelas.

De acordo com ele, o Estado não pode arcar com toda a responsabilidade de promover o bem comum. Segundo Pires, há diversas iniciativas locais nos espaços populares que podem e devem ser abraçadas pelo governo e transformadas em políticas públicas. Dessa forma, acredita, os esforços de quem atua junto a comunidades de baixa renda podem ser replicados com maior eficácia.

"O Estado não pode dar conta de todas as questões. Por isso, é preciso pensar nos espaços populares, dialogando mais com os cidadãos que moram nesses locais e com as entidades que neles atuam, já que muitas vezes eles têm práticas e metodologias que podem ser assimiladas com sucesso", afirmou.

O coordenador da ONG citou o exemplo do projeto Conexões de Saberes, desenvolvido em 2005 pelo Observatório de Favelas e englobado posteriormente pelo Ministério da Educação. Por meio da iniciativa, jovens universitários de origem popular recebem uma bolsa para se manter no ensino superior e, em troca, desenvolvem projetos sociais com o conteúdo aprendido na região onde vivem. O projeto foi implementado em universidades federais, como a de Pernambuco (Ufpe), do Pará (Ufpa), do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fluminense (UFF).

Pires disse que a eleição de Dilma é vista com expectativa pelo setor e defendeu maiores esforços para reduzir as desigualdades sociais.

"Estamos enxergando a eleição da Dilma com muita expectativa, principalmente porque houve uma clara inversão de prioridades nos últimos anos no governo federal, com impacto importante sobre a redução da pobreza no país. Mas, embora a pobreza tenha diminuído, ainda se produz desigualdade", destacou.

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