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Coube ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a resposta mais dura à declaração de Lula sobre a necessidade de extirpar o DEM. Em entrevista concedida anteontem ao site tucano Rede Mobiliza, ele disse que Lula é um "chefe de facção" e ressaltou que é necessário impor limites ao petista. "Faltou quem freasse o Mussolini [ditador fascista da Itália]. Alguém tem que parar o Lula", disse.

FHC classificou a declaração sobre o DEM como excesso de autoritarismo. "Na medida em que o presidente da República quer eliminar um competidor, ele quer o poder total. É autoritarismo, não tem outra palavra." Sobre os escândalos que envolvem a atual ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, afirmou que são a mesma coisa que o mensalão.

Um dias antes do contra-ataque tucano, o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu fez um discurso a petroleiros petistas na Bahia em que exacerbou a importância ideológica de eleger Dilma Rousseff. "A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político." Segundo ele, a militância precisa saber cuidar da "consciência política".

Dirceu também criticou a atuação da mídia. "Dizem que nós queremos censurar a imprensa. Dizem que o problema é a liberdade de imprensa. O problema no Brasil é o excesso, bom, é que não existe excesso de liberdade, mas o abuso do poder de informar, o monopólio e a negação do direito de resposta e do direito de imagem."

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