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Principal aposta dos candidatos na corrida presidencial, o horário eleitoral gratuito na televisão começou às 13h desta terça-feira (17), com 25 minutos de propaganda. As campanhas usaram o espaço para a apresentação inicial dos candidatos e marcar o tom dos próximos programas. Outros 25 minutos de propaganda foram dedicados aos candidatos à Câmara dos Deputados.

José Serra

Com sete minutos e 18 segundos de programa, José Serra (PSDB) abriu o bloco. A publicidade tucana explorou a biografia de Serra, citado como "Zé Serra". Apontou origem modesta do candidato e destacou o currículo de líder estudantil, ministro que ajudou a implantar o Plano Real e primeiro governador de São Paulo eleito em primeiro turno. A produção destacou depoimentos de eleitores, que também aparecem em conversas com Serra. O programa enfatizou ainda ações do tucano na área da saúde, educação e na criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador. O programa apresentou dois jingles, um forró interpretado por Elba Ramalho e um samba que diz "Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá".

Plínio de Arruda Sampaio

O segundo na ordem da propaganda eleitoral foi Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), com pouco mais de um minuto no bloco. O programa explorou, por meio de fotos e narração, a biografia de Plínio. Destacou sua atuação na década de 60 como deputado federal e relator do plano nacional de reforma agrária de João Goulart, exilado político e deputado federal constituinte. Cita ainda seu papel como formulador de política agrária do PT por muitos anos e destaca a "opção pela igualdade" do candidato.

Rui Costa Pimenta

Em seu programa de pouco mais de um minuto, Rui Costa Pimenta (PCO) apontou discriminação contra sua candidatura e criticou o processo eleitoral como "jogo de cartas marcadas". Afirmou que Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) são os "candidatos dos burgueses e grandes capitalistas". Repudiou o fato de candidatos de partidos com menor representação no Congresso disporem de apenas 18 minutos em todo o programa eleitoral. Zé Maria

A quarta entrada foi a do candidato Zé Maria (PSTU), também com cerca de um minuto. O candidato criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não ter "enfrentado as grandes empresas e os bancos". Afirmou que o PT usa as "lembranças" das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso para "esconder que poderia ter mudado o país". Criticou também a mídia por "impedir nossa participação em debates".

Dilma Rousseff

Com 10 minutos e 38 segundos, a estreia da propaganda eleitoral de Dilma Rousseff (PT) explorou a biografia da candidata, que abre o programa dizendo ser preciso "paixão para fazer". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em seguida, em cena de participação na Convenção Nacional do PT em que defende a postulação de Dilma. A candidata falou sobre sua entrada no movimento estudantil e a prisão na década de 70. Duas amigas citaram sobre o "amor" de Dilma pelo Brasil. O programa trouxe ainda depoimentos do ex-marido de Dilma e de ex-colegas de trabalho, como o ex-governador do RS Olívio Dutra. A propaganda destacou o currículo da candidata na vida pública e depoimento de Lula sobre como a conheceu. Ao final, Dilma aparece em roupas de ginástica, brincando com um cachorro.

José Maria Eymael

A participação seguinte, de cerca de um minuto, foi de José Maria Eymael (PSDC). O candidato apostou na reprodução de seu jingle e apresentou sua biografia política, citando sua origem gaúcha e atuação como deputado federal constituinte. A campanha utilizou o espaço para divulgar a participação ao vivo do candidato no programa seguinte.

Levy Fidélix

O candidato Levy Fidélix (PRTB) se apresentou como defensor das pessoas e empresas que "pagam cada vez mais impostos" no país. Criticou os "mais altos juros bancários do mundo" praticados no Brasil e disse que quer ser o candidato da justiça, do progresso e do desenvolvimento.

Marina Silva

A candidata do Partido Verde foi a penúltima do primeiro bloco da propaganda. Em um minuto e 23 segundos, a propaganda destacou, com imagens e narração em off, as ameaças atuais ao meio ambiente, como o aquecimento global. Afirmou que o fenômeno ameaça cidades como Recife, Florianópolis e Rio de Janeiro, citando a necessidade de mudança de comportamento . Marina aparece no final, com a declaração "Sou Marina Silva, candidata à Presidência do Brasil".

Ivan Pinheiro

O encerramento do primeiro bloco coube ao candidato do PCB, Ivan Pinheiro. Pinheiro defendeu o "voto de protesto" e afirma que o "capitalismo é desumano e corrupto por natureza". O candidato defende "mudanças radicais na luta pelo socialismo" e termina dizendo que o "Brasil só muda com a revolução".

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