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Política e religião

Igreja não é partidária, diz CNBB

São Paulo - O vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Luiz Soares Vieira, arcebispo de Manaus, afirmou ontem em entrevista à Rádio Vaticano, em Roma, que a Igreja já está cumprindo a orientação dada pelo papa Bento XVI, quinta-feira, quando condenou o aborto e aconselhou o episcopado a lembrar aos eleitores o direito de usar o voto para a promoção do bem comum.

"A Igreja não tem posição partidária e o Papa não está dizendo que se deve votar em um ou em outro candidato", observou d. Luiz Vieira, acrescentando que, "como os dois candidatos [Dilma Rousseff e José Serra] têm praticamente a mesma posição diante do aborto, é complicado fazer a escolha".

O secretário-geral da entidade, d. Dimas Lara Barbosa, declarou à rádio que não existe divisão no episcopado a respeito do que o Papa falou, embora haja opções políticas divergentes entre os bispos. "Nos pontos fundamentais, como a defesa da vida e a liberdade religiosa, estamos em profunda sintonia com o santo padre", disse.

O cardeal-arcebispo, d. Odilo Scherer, comunicou que serão mantidas as mesmas instruções dadas antes do primeiro turno. Os fiéis são aconselhados a votar de modo consciente e responsável.

"Não se trata de fazer uma cruzada na véspera e no dia das eleições, porque não é disso que o Papa está falando", observou o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, porta-voz da Regional Sul 1 da CNBB. "Estamos seguindo a orientação do Papa, porque já vínhamos trabalhando na conscientização dos eleitores, sem apontar nomes de partidos ou de candidatos", afirmou.

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