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A vantagem de 12 pontos porcentuais aberta por Beto Richa (PSDB) na disputa pelo governo do estado levou o senador Osmar Dias (PDT) a promover as primeiras mudanças na campanha. Apesar de negarem qualquer substituição nos nomes que encabeçam a coordenação da chapa, membros da coligação admitem que decidiram "reforçar o time". Ontem, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa se reuniu com Osmar para manifestar seu descontentamento com a campanha.

De acordo com a pesquisa Datafolha/RPC divulgada na sexta-feira, Richa tem 46% das intenções de voto, enquanto Osmar tem 34%. Os números expuseram divergências internas na cúpula da campanha do pedetista, a ponto de Maurício Requião, irmão do ex-governador Roberto Requião (PMDB), ser convocado para reforçar a equipe. Segundo a assessoria da campanha de Osmar, a coordenação continua a mesma: o coordenador-geral é o ex-governador Mario Pereira, enquanto o marketing fica com Sérgio Reis. Já Maurício, que está afastado da política desde que entrou para o Tribunal de Contas do Estado, será um dos responsáveis pela logística.

Ontem, o líder do governo na Assembleia, deputado Caíto Quintana (PMDB), convocou uma reunião entre Osmar e a bancada para discutir a campanha. "Temos quase 30 deputados e cerca de 280 prefeitos na chapa. Quando essa estrutura pegar no tranco, vai promover alterações consistentes na eleição. Mas precisa pegar no tranco", afirmou. "Por isso os deputados disseram ao Osmar o que acham que é preciso corrigir, como a definição das coordenações regionais, por exemplo."

Presidente estadual do PMDB, Waldyr Pugliesi reconheceu que é preciso "corrigir alguns erros". "O ritmo de trabalho tem de ser mais acelerado", analisou. "É preciso que todos contribuam. Alguns não estão fazendo tudo o que poderiam."

Metodologia

O Datafolha ouviu 1.221 pessoas em 46 municípios do estado entre os dias 9 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE com o Protocolo 22.777/2010 e no TRE-PR com o número 18.123/2010.

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