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| Foto: Jefferson Bernardes/AFP

Enquanto o PR mantém suspense sobre a posição no 2.º turno da eleição presidencial, outros partidos da base do presidente Lula (foto) acentuaram as divisões internas, com novas adesões à campanha do tucano José Serra. Com um pé em cada canoa, PMDB, PP e PTB deixam as portas abertas para se aproximarem do futuro governo, seja ele do PT ou do PSDB. No Rio Grande do Sul, os peemedebistas indicaram o voto em Serra e se associam a grupos dissidentes como os liderados por Orestes Quércia em São Paulo, Jarbas Vasconcelos em Pernambuco e Luiz Henrique em Santa Catarina. O PP tem 22 diretórios favoráveis a Dilma Rousseff, mas no Paraná, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul a legenda está com o tucano. O PTB é outro partido com aliados dos dois lados. Depois de aprovar em convenção apoio a José Serra, o presidente do partido, Roberto Jeffer­son (RJ), rompeu com Serra e foi voto vencido na decisão da legenda de manter a coligação com os tucanos.

Negociação

O governo Lula negociou com as centrais uma regra que garante ganhos reais ao salário mínimo até 2022. Por ela, a cada ano o piso salarial é corrigido pela inflação, acrescida da variação do PIB de dois anos atrás. Se a regra fosse levada ao pé da letra, o reajuste para 2011 seria apenas o da inflação, pois o PIB caiu 0,2% em 2009. Nesse caso, o mínimo ficaria nos R$ 540 que constam da proposta de Orçamento da União que está em exame no Congresso. No entanto, o governo já concordou em dar um reajuste um pouco maior, na casa dos R$ 550 a R$ 560, após negociação com as centrais.

Mudança

Bispos ligados a seção paulista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil recuaram e divulgaram nota ontem na qual agora dizem que "não indicam nem vetam candidatos ou partidos’’ e enfatizam "que não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra’’ os que disputam as eleições presidenciais. O mesmo bispo que assina a nota distribuída ontem, dom Nelson Westrupp (de Santo André), também assinou texto da Regional Sul 1 da CNBB (que reúne os bispos paulistas) datado de 26 de agosto que atribuía posições pró-aborto ao PT, ao governo federal, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff.

120 estatais

Desde 1990, 41 empresas estatais foram privatizadas no país, segundo o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento. Atualmente, a União detém participação direta ou indireta em 120 empresas estatais, englobando as empresas públicas, as sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, além das demais empresas controladas pela União.

Feriadão

O deputado Indio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, anda preocupado com a possibilidade de muitos eleitores viajarem no feriado prolongado de Finados – 2 de novembro –, deixando de votar no dia 31.

Pinga-fogo

"Cada um vota de acordo com suas convicções ideológicas e não com orientações partidárias. Um partido não tem o poder de determinar ao eleitor em quem ele deve votar."

Melo Viana, presidente do PV paranaense, ao anunciar apoio a Dilma Rousseff, contrariando decisão do partido para que dirigentes não anunciassem seus votos.

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