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Mabili irá gargalhar

Médico alergista de Curitiba ofereceu tratamento para a menina de 9 anos, moradora de Imbaú e que sofre com a asma. Caso foi retratado na série de matérias da Expedição Paraná

Mabili irá gargalhar. Quem garante é o médico Alexsandro Fabiano Zavadniak | Brunno Covello / Gazeta do Povo
Mabili irá gargalhar. Quem garante é o médico Alexsandro Fabiano Zavadniak (Foto: Brunno Covello / Gazeta do Povo)
Mabili Borgo, 9 anos |

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Mabili Borgo, 9 anos

Sorriso sapeca |

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Sorriso sapeca

Extensor dado pelo médico tem a função de ser mais eficiente na aspiração do medicamento contra a asma |

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Extensor dado pelo médico tem a função de ser mais eficiente na aspiração do medicamento contra a asma

Acompanhada pela mãe, Rosângela Aparecida Borgo, Mabili veio a Curitiba com transporte cedido pela prefeitura de Imbaú |

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Acompanhada pela mãe, Rosângela Aparecida Borgo, Mabili veio a Curitiba com transporte cedido pela prefeitura de Imbaú

Mabili Borgo irá gargalhar, em breve. A boa nova foi dada na tarde dessa sexta-feira (26) pelo médico alergista Alexsandro Fabiano Zavadniak. Ele ofereceu tratamento gratuito para controlar a asma crônica da menina de 9 anos, moradora de Imbaú e mostrada em uma matéria da Expedição Paraná. A reportagem, publicada no último dia 5, mostrava o gargalo no atendimento de especialidades na região dos Campos Gerais e o caso de Mabili era um exemplo da demora. A menina esperava desde o início do ano por uma consulta de um alergista e foi internada quatro vezes desde então devido às crises da doença.

Acompanhada pela mãe, Rosângela Aparecida Borgo, Mabili veio a Curitiba com transporte cedido pela prefeitura de Imbaú. O médico comprometeu-se a acompanhar a menina a partir de agora e doar os medicamentos que ela precisa para evitar que a asma prejudique as brincadeiras de criança. "Quis colaborar e fazer minha parte", disse Zavadniak. "Foi boa (a consulta). Ele diz que vai melhorar", falou Mabili com cara de encabulada.

O médico explicou que a menina tem alergia ao ácaro encontrado na poeira. Zavadniak contou que mudou a medicação que Mabili usava e deu um extensor para aplicar o remédio, que tem a função de ser mais eficiente na aspiração do medicamento. O prognóstico é bom. "80% das crianças deixam de usar a medicação ao longo do tempo, mas é preciso fazer o tratamento certinho".

Política pública

Alexsandro Fabiano Zavadniak é médico de um Centro de Especialidades em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) há mais de 10 anos. Segundo ele, a literatura médica e a experiência mostra que o acompanhamento de doenças crônicas deve ter uma política de saúde específica. O que não existe hoje.

O médico exemplifica. Um paciente de asma que tenha um centro de referência e faça as consultas no mesmo lugar e, principalmente, com o mesmo médico aumenta a confiança no tratamento – o que faz com que ele siga melhor as orientações e tenha resultados mais rápidos e consistentes. A descrição serve para outras doenças, como o diabetes, por exemplo. "O problema do SUS é que muda muito a equipe médica e para o paciente é sempre um recomeço (de tratamento)."

A solução? Dotar locais de infraestrutura para exames e valorizar o profissional pagamento melhor o valor da consulta. Isso diminuiria a quantidade de profissionais que deixam o serviço público para dedicar-se apenas aos consultórios particulares. "Existem milhares de casos como o da Mabili e que não é tão difícil de resolver", lamenta Zavadniak. Enquanto isso não acontece, Mabili deu sorte de ser tema de reportagem e de um médico se sensibilizar com a história dela. Por isso, gargalhe garota.

Mabili no consultório

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