PMDB se mantém como principal força no Senado

Majoritário no Senado há anos, o PMDB ainda tem chances de manter 19 das 20 cadeiras que já ocupava na casa antes das eleições. O partido já tem garantidas 17 vagas e outras duas dependem do desempenho dos seus candidatos no segundo turno das eleições.O PT, por sua vez, já tem garantidas 12 das 13 cadeiras que tinha antes do sufrágio. Já o PSDB perdeu, no mínimo, duas vagas. A sigla do presidenciável Aécio Neves tinha 11 senadores, já garantiu seis e depende do fim do segundo turno para definir outras três cadeiras – duas delas ocupadas pelos postulantes ao Palácio do Itamaraty, Aécio Neves e Aloysio Nunes.

A vitória de José Serra (PSDB) sobre o senador Eduardo Suplicy (PT/SP) não surpreendeu quem acompanhou de perto as últimas eleições para o Senado. A casa costuma abrigar políticos que já desempenharam cargos executivos, principalmente ex-governadores. Dos 27 eleitos, sete já ocuparam as cadeiras mais importantes dos estados brasileiros.

Além de José Serra, Álvaro Dias (PSDB/PR), Antonio Anastasia (PSDB/MG), Fernando Collor de Melo (PTB/AL), José Maranhão (PMDB/PB), Tasso Jeiressati (PSDB/MG) e Omar Azis (PSD/AM)também já foram governadores pelos colégios eleitorais. Além deles, Simoni Tebet e Otto Alencar, foram vice-governadores por Mato Grosso do Sul e Bahia, respectivamente.

"A participação dos ex-governadores é frequente nas eleições para o Senado, justamente porque são pleitos que exigem estruturas grandes. São eleições difíceis e que limitam a capacidade de renovação", afirma o cientista político Leonardo Barreto, da UnB.

A exceção dessa estrutura ocorreu no Rio Grande do Sul, onde um jornalista derrotou dois ex-governadores na corrida por uma vaga no Senado. Lasier Martins (PDT) trabalhou por mais de 20 anos no Grupo RBS e desbancou Olívio Dutra (PT) e Pedro Simon (PMDB).

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