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Os jingles são uma ferramenta muito importante durante as campanhas políticas. Em geral, eles grudam mais do que chiclete e conseguem com que o nome e número dos candidatos fiquem na mente no eleitor.

Dependendo de como são compostos, os jingles podem atrair mais uma parcela da população do que outra e ser mais ou menos eficientes na hora de colocar o candidato na boca do povo, de uma forma ou de outra.

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Com ajuda do especialista em marketing político e autor do livro Jingles Eleitorais e Marketing Político - Uma dupla do barulho, Carlos Manhanelli, a Gazeta do Povo analisou as composições dos candidatos à prefeitura de Curitiba em 2016.

Veja quais são os mais eficientes na opinião do especialista e quais são os públicos mais atingidos por cada uma das composições:

Volta, Curitiba - Rafael Greca (PMN)

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O ex-prefeito Rafael Greca (PMN) apostou em uma balada acompanhada de palmas ao fundo, o que, para o especialista, é bastante oportuno. De memorização fácil, a música tem como mote a experiência do candidato, que trará a mudança. “O refrão é simples e cumpre seu papel”, disse o especialista.

É o 12 é Gustavo-ô-ô - Gustavo Fruet (PDT)

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O jingle do candidato à reeleição Gustavo Fruet (PDT) tem uma levada sertaneja mais dançante e o refrão reforça o nome e o número do candidato. Para Manhanelli, a composição chama o eleitor para participar e exalta as qualidades que a campanha quer destacar. “O jingle passa o conceito da campanha e tem um refrão bem resolvido”, destacou.

Olha ela aí! - Maria Victoria (PP)

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Com um ritmo próximo do funk, o jingle da candidata Maria Victoria (PP) é bem aceito pelo público jovem e destaca a novidade e o fato da candidata ser mulher. Apesar disso, para Carlos Manhanelli o refrão, que tem como referência o “meme” Olha ela!, não é eficiente como peça publicitária. “Olha ela ai: ai onde?”, questionou. “Em nenhum momento se fala o número da candidata e esse é um dos principais objetivos do jingle”, afirmou.

É no Tadeu que eu voto - Tadeu Veneri (PT)

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Com um ritmo que lembra as hits do rock anos 70, o jingle de Tadeu Veneri (PT) também é bem aceito pelos jovens. A letra remete à revolta, e, na opinião do especialista, desafia os “donos da cidade” mencionados na música. O refrão, para Manhanelli, cumpre o seu papel, fazendo com que o eleitor memorize o nome e o número do candidato.

Tem que ter peito pra mudar - Xênia Mello (Psol)

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O jingle de Xênia Mello (Psol) é o único que utiliza o samba como ritmo o que, na opinião de Carlos Manhanelli dá um tom alegre e festivo à campanha. A letra destaca os jovens da periferia e tem uma boa argumentação fazendo referência ao partido, de acordo com o especialista. O refrão também destaca o número da candidata e cumpre o papel da peça publicitária.

Agora é 90 - 90 é Ademar - Ademar Pereira (Pros)

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O ritmo sertanejo do jingle de Ademar Pereira (Pros) é pouco envolvente para a campanha eleitoral, de acordo com Carlos Manhanelli. Apesar disso, a composição levanta os principais problemas da cidade e busca solucioná-los. O refrão, para o especialista, é o mais “chiclete de ouvido de todos” e faz com que o eleitor decore o número do candidato.

55, eu voto Ney - Ney Leprevost (PSD)

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Com uma pegada sertaneja, a música criada para o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) destaca a carreira do candidato, assim como os programas eleitorais. Traz na letra os principais problemas da cidade de acordo com os próprios eleitores, como segurança e saúde. O refrão é eficiente, já que liga o número do partido ao nome do candidato.

Outros

*O candidato Afonso Rangel (PRP) não enviou a música de campanha. A assessoria do candidato Requião Filho (PMDB) informou que a campanha não tem um jingle.

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