Na nova delação que fez no mês passado sobre o caso Copel/Olvepar, o doleiro Alberto Youssef não mencionou o ex-deputado estadual Durval Amaral, ex-secretário-chefe da Casa Civil de Beto Richa e hoje conselheiro do Tribunal de Contas. No final de 2003, o doleiro afirmou durante audiência na Justiça Federal que o então deputado, ex-líder de Lerner na Assembleia Legislativa, se beneficiou dos créditos de ICMS negociados entre a Copel e a empresa Olvepar, recebendo mais de R$ 2 milhões do esquema. Em depoimento prestado em 16 de dezembro de 2003 ao juiz federal Sergio Moro, hoje à frente das ações da Lava Jato, Youssef afirma que parte do dinheiro envolvido no esquema foi entregue a Durval. Questionado sobre a diferença nos depoimentos de seu cliente e se haveria alguma restrição devido ao foro especial de Amaral, o advogado Antonio Figueiredo Basto se limitou a informar que apenas acompanhou Youssef. Durval nega com veemência ter recebido dinheiro e reforça que, desde então, nunca foi indiciado, nem denunciado. “Isso é uma história requentada. São palavras ao vento, um absurdo”, disse ele. Em 2003, quando a denúncia do caso Copel/Olvepar foi oferecida, Durval era líder da oposição ao governo do estado, do recém-empossado Roberto Requião. Por causa disso, Durval sustenta que foi alvo de “manobra política”. “Quem me acompanhava naquela época sabe que eu fazia uma oposição forte. Tentaram calar a voz da oposição. Eu fui perseguido e ameaçado por causa das denúncias que eu fazia.”

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