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| Foto: UESLEI MARCELINO/REUTERS

Marcado para as 10 horas deste domingo (13), o protesto pró-impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT) em Brasília começou “oficialmente” cerca de meia hora depois, com o hino nacional. “Todo mundo filmando, fotografando, e postando nas redes sociais, para ir animando o pessoal”, iniciou uma das organizadoras do ato, em cima de um carro de som estacionado em frente ao Congresso Nacional. Pouco depois das 13 horas, os dois carros de som do evento foram embora e pouca gente ainda enfrentava uma chuva fina que começou a cair.

Na estimativa da Polícia Militar, por volta das 11 horas, cerca de 600 pessoas se concentravam no local. O número foi crescendo, até atingir cerca de 6 mil pessoas, ainda segundo a PM. Já o comando do movimento “Vem pra Rua” informou que o público estimado foi de 15 mil pessoas, “após uma semana de divulgação”.

A grande maioria se vestiu com as cores da bandeira brasileira, verde e amarelo, e o protesto foi semelhante aos anteriores, quando o processo de impeachment ainda não havia sido deflagrado pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Acompanhe o domingo de manifestações pelo Brasil

Manifestações contra o governo Dilma Rousseff (PT) estão marcadas para acontecer em várias cidades brasileiras neste domingo (13). No Paraná, há protestos previstos para sete cidades. Acompanhe as informações:

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Ao longo de quase 3 horas, os discursos contra “Dilma, Lula e PT” predominaram e também houve críticas à atuação do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na próxima quarta-feira (16) deve definir ritos do processo de impeachment, provocado por uma medida judicial protocolada pelo PCdoB. “Vamos pressionar os ministros. Eles não podem legislar”, discursaram os organizadores.

Um grande boneco inflável da presidente Dilma ocupou o gramado e a “máscara” do juiz federal Sergio Moro, à frente do julgamento das ações penais da Operação Lava Jato, estava sendo distribuída. Denunciado ao STF por supostamente receber propina, também no âmbito da Lava Jato, Eduardo Cunha foi lembrado no protesto como “ladrão de galinha” por manifestantes. Em um grande cartaz, os dizeres eram “Cunha, boi de piranha”.

Políticos não pegaram o microfone, mas os organizadores elogiaram “os bons parlamentares que apoiam o impeachment”.

Grupos que defendem uma “intervenção militar” também marcaram presença. Em frente ao Congresso Nacional, uma grande faixa pedia a saída da presidente Dilma e a volta do Exército. “Fim do comunismo” também apareceu nos cartazes.

Também chamou a atenção a presença de grupos religiosos, que levaram bandeiras contra o aborto. Durante o protesto, uma das organizadoras em cima do carro de som puxou um “Pai Nosso” e foi acompanhada por parte do público.

Principal ato da mobilização, um caixão simbolizando o “enterro do PT” foi carregado até o espelho d’água em frente ao Congresso Nacional. Neste momento, uma personagem batizada de “Dilmanta” entrou no espelho d’água e foi seguida por alguns. Bandeiras do partido foram depois queimadas dentro do caixão, que, segundo alertou a organização do evento, era emprestado e deveria ser devolvido intacto.

A PM não registrou nenhuma ocorrência.

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