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Ex-diretor da Petrobras volta a fazer acusações de corrupção contra os ex-deputados Pedro Côrrea e Luiz Argôlo

Paulo Roberto Costa prestou novo depoimento à Justiça no âmbito da Operação Lava-Jato; a contadora Meire Pozza também foi ouvida

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi ouvido em depoimento pela Justiça Federal do Paraná nesta terça-feira (23). Costa confirmou o que já havia dito em outras ocasiões, em seu processo de delação premiada, de que o dinheiro desviado da diretoria de abastecimento, comandada por ele, era repassada para o PP. O depoimento servirá para coletar provas nos inquéritos contra os ex-deputados federais Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE).

De acordo com as investigações, Côrrea seria o responsável por distribuir a propina dentro de seu partido. Ele já foi denunciado pelo crime de corrupção passiva. Já Argôlo teria desenvolvido com o doleiro Alberto Yousseff uma relação de sociedade, recebendo dinheiro diretamente do operador. Argôlo foi denunciado por dez atos de corrupção - segundo a denúncia, os valores envolvidos nos atos são de R$ 1.603.400,00.

Na tarde de hoje também foi ouvida a contadora Meire Pozza, que trabalhou para Yousseff, detalhou a relação de Yousseff com Argôlo. Ela afirmou em depoimento ter feito pagamentos para Argôlo por meio da secretária do ex-deputado, Elia da Hora, que também já chegou a ser presa no âmbito da Operação. Meire também disse que repassou valores ao pai do ex-parlamentar, Manuelito Argôlo e reafirmou que Yousseff chegou a comprar um avião para ele. Entre outros desvios, Argôlo usou verba do Congresso para custear viagens nas quais ia buscar dinheiro de propina.

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