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Uma carta assinada por 11 ex-ministros da Agricultura foi enviada à presidente Dilma Rousseff esta semana. No documento, os antigos titulares da pasta ressaltam a importância da aprovação do Código Florestal, esta semana, pela Câmara.

Mais do que expressar a opinião de uma corrente, o documento é emblemático porque mostra, mais uma vez, o embate de forças travado entre ambientalistas e ruralistas. Na semana passada, um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente esteve no Congresso e também em audiência com a presidente para defenderem seu ponto de vista em relação ao código.

"A votação do novo Código Florestal merece ser saudada como uma afirmação das nossas instituições da democracia representativa e como confirmação de nosso destino de grande potência agropecuária e ambiental", cita o documento.

O ex-ministro Reinhold Stephanes admite que a carta foi uma forma de mostrar essa união da classe produtiva, mas minimizou a disputa entre as partes. "Se for para fazermos um abaixo assinado a favor e outro contra o código florestal, não tenho dúvidas de quem recolheria mais nomes, mas não é esse o caso", afirmou.

Para os ex-ministros, na proposta do novo Código Florestal estão confirmadas e ratificadas as "mais duras e amplas limitações de uso da terra", sem paralelo em qualquer grande país do mundo. Eles também defendem que o Congresso aprove, com urgência, uma lei ambiental "realista", a exemplo do que ocorreu na questão dos transgênicos. "E que (a lei) seja votada por aqueles que foram eleitos para legislar", acrescentaram.

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