A Polícia Federal estima que o investimento da facção criminosa paulista para escavar o túnel no centro de Porto Alegre, para assaltar dois bancos, foi de R$ 10 milhões. O grupo pretendia roubar R$ 200 milhões do Banrisul e da Caixa Econômica Federal. Parte do dinheiro usado era do roubo do Banco Central em Fortaleza , no ano passado, e outra parte era custeada pelo comércio de drogas, principalmente cocaína.
O dinheiro foi gasto em alimentação, transporte, estada, compra e aluguel de imóveis, aquisição de materiais, abertura de empresa de fachada e suspeita de dinheiro para suborno de pessoas. A quantia também foi usada na confecção de documentos falsos, na aquisição de aparelhos telefônicos, armas de grosso calibre e contratação de advogados.
A perícia no túnel terminou nesta quarta-feira e até sexta a Prefeitura deverá começar a tapar o local. Faltaram quase 13 metros para chegar ao Banrisul da Caldas Júnior com Siqueira Campos. Além disso, foram constatadas as mesmas estrutura e técnica nos túneis de Porto Alegre e de Fortaleza.
A Polícia Federal acredita que o roubo do Banco Central em Fortaleza, a tentativa de assalto a duas agências bancárias, em Porto Alegre, e a recente apreensão de um arsenal de guerra no Paraguai estejam todos ligados. Segundo o adido da PF na embaixada brasileira, delegado Agripino Oliveira, há indícios relacionando esses crimes ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar , e a duas facções de Rio e São Paulo. A suspeita é que parte do dinheiro roubado em agosto do ano passado no Ceará esteja financiando a compra de armas no Paraguai.
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