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Eduardo Cunha teria expulso Felipe Diniz de sua residência em Brasília. | Wilson Dias/Agência Brasil/Fotos Públicas
Eduardo Cunha teria expulso Felipe Diniz de sua residência em Brasília.| Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Fotos Públicas

Apontado por um lobista preso na Operação Lava Jato como responsável por indicar depósito de 1,3 milhão de francos suíços para o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Felipe Diniz – filho do deputado Fernando Diniz (PMDB), morto em 2009 – confirmou à PGR (Procuradoria-Geral da República) que procurou o presidente da Câmara após prestar depoimento aos investigadores no esquema de corrupção da Petrobras.

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Ao ser ouvido pela segunda vez pelos investigadores, em dezembro, Felipe Diniz disse que acabou expulso pelo deputado da residência oficial da Câmara, sem conseguir conversar.

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O motivo da visita, explicou aos procuradores, seria uma disputa judicial pela pensão de seu pai, que seria aliado de Cunha.

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“Que o declarante reitera que foi até o local apenas para tratar deste tema relacionado à suposta companheira de seu genitor e para entender como se daria o cumprimento da decisão judicial”, disse.

Segundo Felipe Diniz, Cunha fez um alerta de que não seria bom ser vistos juntos. “Que Eduardo Cunha se encontrava sozinho na sala e viu o declarante e então questionou por qual motivo havia ido sem avisar, que o declarante sequer chegou a entrar na residência, pois Eduardo Cunha disse que seria prejudicial se vissem ambos juntos, pois haveria interpretações variadas.”

Ele negou ter sofrido qualquer pressão após seu depoimento. “Não foi ameaçado e tampouco sofreu qualquer tipo de pressão em razão do depoimento prestado”.

A tentativa da visita ocorreu logo após depoimento prestado aos procuradores em outubro, no inquérito que investiga se contas do presidente da Câmara e de familiares no exterior foram abastecidas com propina de contratos da Petrobras na África.

Em sua fala, Felipe Diniz afirmou que desconhecia a existência de contas no exterior atribuídas ao presidente da Câmara e negou que tenha ordenado o pagamento. Ele também disse desconhecer existência de empréstimo fechado por seu pai com Cunha.

O presidente da Câmara afirmou que tinha uma “suposição” de que as transferências foram pagamento de um empréstimo feito a Fernando Diniz, mas que nunca cobrou ao filho dele sobre a dívida. O lobista João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador ligado ao PMDB, havia dito à Polícia Federal que fez os pagamentos a pedido de Felipe Diniz.

Felipe Diniz afirmou que seu interesse com Cunha é discutir o pagamento da pensão pela Câmara, sendo que uma namorada de seu pai, chamada Susan, receberia 50% do valor e seu irmão, que é incapaz, outros 50%. Ele disse que o Supremo já entendeu que Susan deveria perder o benefício e que seu intuito era discutir com Cunha o cumprimento da decisão da Justiça.

Ele disse que buscou Cunha sem pedir a reunião e que “preferiu ir à residência oficial e não ao Congresso porque seria mais fácil encontrá-lo sem prévia agenda”.

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