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Manifestantes enfrentaram seguranças na Esplanada dos Ministérios | Marcello Casal Jr./ABr
Manifestantes enfrentaram seguranças na Esplanada dos Ministérios| Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Abaixo-assinado para barrar os fichas-sujas

Brasília - Agência Estado

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral aproveitou o desfile de Sete de Setembro, em Brasília, para buscar assinaturas para apresentar ao Congresso um projeto de lei de iniciativa popular para impedir que pessoas envolvidas em crimes graves se candidatem a cargos eletivos. Para enviar a proposta ao Legislativo, a campanha Ficha Limpa precisa obter 1,3 milhão de assinaturas. A expectativa era conseguir mil assinaturas durante o desfile. O movimento já tem 1,1 milhão de adesões. De acordo com a coordenadora do movimento, Jovita José Rosa, o projeto deve ser encaminhado ainda neste ano ao parlamento.

Brasília - O fim do desfile de Sete de Se­­­­­­tembro em Brasília foi marcado por um protesto contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Cerca de 150 manifestantes, pelos cálculos da Polícia Militar, romperam uma das grades de se­­­gurança, invadiram o gramado da Esplanada dos Mi­­­­nis­­­térios e conseguiram chegar a menos de cem metros do pa­­­­lanque onde estava o presiden­­te Lula e o colega francês, Nicolas Sarkozy.

A intenção dos manifestantes era chegar o mais próximo possível do presidente, para que ele visse o protesto. Não deu muito certo. Assim que al­­cançaram a penúltima grade an­­tes do palanque de Lula, os ma­­nifestantes foram contidos por 15 seguranças da Presidên­cia, que correram para evitar que eles se aproximassem. Hou­­­ve princípio de confusão.

Os manifestantes ainda tentaram medir força com a segurança, mas quando conseguiram furar o bloqueio, Lula já havia descido do palanque – estava entrando no carro oficial que o levaria de volta ao Palácio da Alvorada. E Sarkozy já tinha ido embora.

Os manifestantes cobravam a saída de Sarney da presidência do Senado. "Sou brasileiro, sou patriota, mas eu não sou idiota", gritavam os manifestantes, em sua maioria estudantes de escolas secundaristas e da Uni­­­ver­­­sidade de Brasília (UnB). Com as caras pintadas, muitos usando nariz de palhaço, eles carregavam cartazes e faixas com frases de efeito.

Sarney não compareceu ao desfile – o Poder Legislativo não esteve representado na parada da In­­dependência. Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, também não apareceu. O Judi­ciá­­rio foi representado pelo presidente do Supremo Tribunal Fe­­deral, Gilmar Mendes.

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