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Genoíno: assinatura em empréstimos seria “mera formalidade” | Roosevelt Pinheiro/ABr
Genoíno: assinatura em empréstimos seria “mera formalidade”| Foto: Roosevelt Pinheiro/ABr

O ex-deputado federal José Genoíno (PT) afirmou em suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão que os empréstimos de R$ 2,4 mi­­­lhões obtidos no Banco Rural e no BMG, que o colocaram no banco dos réus, foram tomados pelo então tesoureiro do partido, Delúbio Soares. O objetivo, segundo ele, seria "fazer frente ao verdadeiro caos financeiro vivenciado pelos diretórios regionais do PT".

Genoíno, ex-presidente nacional do PT, responde junto com 35 outras pessoas, a processo no STF devido a suspeitas de crime no caso do mensalão. Os acusados tiveram de entregar nesta semana suas alegações finais, última parte do procedimento antes de o relator, ministro Joaquim Barbosa, apresentar seu voto e colocar o caso em julgamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o "núcleo principal da quadrilha" do mensalão era composto por Delúbio, Genoíno e também pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. O objetivo do núcleo seria negociar apoio político, pagar dívidas do PT e custear gastos de campanha e outras despesas do partido e de aliados.

Em sua defesa, Genoíno destaca que os empréstimos constam da prestação de contas do PT e estão sendo quitados. "A legalidade, a viabilidade, o cabimento das transações financeiras permaneciam a cargo do secretário de Finanças, sendo a firma do presidente do partido requisito meramente formal para a execução do empréstimo."

Tesoureiro

Delúbio, também em alegações ao STF, disse que nunca negou que o PT, por meio de empréstimos realizados pelas empresas de Marcos Valério (suposto operador do mensalão), tivesse auxiliado financeiramente os partidos a que se aliara. "Diversos pagamentos foram feitos em benefício dos representantes desses partidos. Da mesma forma que os partidos aliados foram auxiliados financeiramente, integrantes do próprio PT que pretendiam concorrer às eleições seguintes ou quitar débitos de campanhas passadas – como os deputados João Paulo Cunha e Professor Luizinho – se beneficiaram de recursos provenientes dessas empresas e nem por isso se pode alegar que eles foram corrompidos."

O ex-tesoureiro do PT sustenta que nunca ofereceu propina aos deputados em ‘contraprestação’ a apoio político ao governo. "Nas votações mais importantes, como a da reforma da Previdência, a aprovação da proposta governamental deveu-se, principalmente, aos votos da oposição (PSDB)."

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