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O Ministério Público de Presidente Prudente vai investigar um possível acordo entre o governo do estado e os criminosos para acabar com os ataques e rebeliões em presídios que aterrorizaram São Paulo. O MP quer ouvir a entrevista da advogada que foi ao presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, Iracema Vasciaveo, conversar com os presos, entre eles Marcos Camacho, o Marcola, líder de uma facção criminosa. Oficialmente, a advogada foi verificar a integridade física dos detentos. Há informações entretanto que ela foi a porta-voz de um acordo entre o governo e os presos.

O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, negou que tenha feito um acordo com os criminosos que aterrorizaram São Paulo nos últimos dias. O governo afirmou , entretanto, que não vê irregularidade em se reunir com líderes do crime organizado. Ele achou uma 'boa política administrativa' deixar que a advogada fosse ao presídio de segurança máxima para verificar se os direitos humanos não estavam sendo violados.

As autoridades haviam caído em contradição sobre a realização da reunião entre a advogada e os presos . Primeiro negaram, depois admitiram que ela aconteceu. Mas todos negaram que os ataques só cessaram depois que reivindicações dos presos foram atendidas.

O delegado geral da Polícia Civil no estado de São Paulo, Marco Antonio Desgualdo, foi enfático ao negar que houve negociação com os presos.

- Chegaram a dizer que os detentos receberiam TVs de plasma. O único plasma que eu conheço é o do sangue - disse o delegado.

A advogada Iracema Vasciaveo garantiu que sua visita ao presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes foi um gesto de cortesia. Ela negou que tenha sido porta-voz de um acordo entre criminosos e o governo. Mas a advogada usou um avião cedido pelo governo do estado para a viagem e quebrou uma norma da do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) a que Marcola está submetido.

Presos em regime de RDD só podem receber visitas depois de dez dias de detenção nos presídios de segurança máxima. A advogada visitou Marcola no domingo, um dia depois de ele ter chegado. Ela é ex-delegada e representa uma entidade de parentes de presos.

O diretor da Associação dos oficias da PM, Sérgio Polímpio Gomes, disse que se houve acordo os policiais vão desrespeitá-lo para vigar os colegas mortos.

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