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O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) protocolou na mesa diretora do Senado nesta terça-feira (8) um requerimento no qual propõe que a Casa convide o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) para explicar a proposta de salário mínimo de R$ 600.

A proposta foi apresenta pelo tucano durante a disputa eleitoral pela Presidência da República. Na campanha, o partido de Itamar apoiou a candidatura de Serra contra a da atual presidente Dilma Rousseff.

Além de Serra, Itamar estende o convite às centrais sindicais para que também expliquem os fundamentos que sustentariam um mínimo de R$ 580, defendido pelos sindicalistas. O valor oficial proposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff é R$ 545. As centrais sindicais querem R$ 580.

"O que estou propondo ao Senado é o debate do salário mínimo, que é muito importante. As centrais apresentam um número, o governo, outro, e o [ex-]governador Serra, durante o processo eleitoral, falou com muita ênfase no salário de R$ 600. Então, ele deve ter algum embasamento econômico para ter expressado na campanha esse valor", afirmou Itamar.

O possível convite a Serra, idealizado por Itamar, já conquistou a simpatia de outros colegas, como o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), que defende a discussão do mínimo no Congresso. "Defendo que o Senado possa debater a proposta do novo mínimo, e a ideia do senador Itamar é muito boa", disse Luiz Henrique.

Para o ex-presidente da República, o debate sobre os diferentes valores do salário mínimo em debate fará com que o Senado contribua para a decisão final.

Itamar Franco disse que ainda não conversou com Serra sobre a possível visita ao Senado para debater uma proposta de sua campanha, mas afirmou que acredita que o tucano "não irá recusar o convite".

"Pretendo que ele [Serra] venha explicar qual o impacto desse valor de R$ 600 em nível federal e estadual. Se ele propôs R$ 600, ele tem as suas razões. Se as centrais têm outro número, elas também tem de falar. Vamos ouvir, vamos debater e vamos estudar. Só podemos ir ao debate estudando as questões", argumentou Itamar.

Nesta terça, a bancada do PSDB no Senado decidiu que vai defender a aprovação de um salário mínimo de R$ 600. A discussão do mínimo é vista pelos tucanos como uma forma de aproximar o partido das demandas sociais.

Segundo o líder do partido na Casa, Alvaro Dias (PR), o PSDB vai apresentar emendas ao projeto de lei que será enviado pelo governo ao Congresso nos próximos dias prevendo a fixação do valor. Para Dias, o Orçamento federal conta com margem para reajustar o mínimo em R$ 600.

Comissões

Sobre o impasse instalado no Senado na definição do comando das comissões do Senado, o PSDB avisou que não vai desistir de indicar o presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura.

Os tucanos afirmam que a regra da proporcionalidade das bancadas na Casa assegura ao PSDB direito de comandar a Infraestrutura. A comissão também é reivindicada pelo PT, que deseja indicar para presidente o senador Lindberg Farias (PT-RJ).

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