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Crise

Jefferson pode ser o primeiro da lista

Principal denunciante nega participação no esquema do mensalão, mas enfrenta novas denúncias

Brasília (Folhapress) – O relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse ontem já estar convencido de que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) operava um esquema de corrupção nos Correios.

Apesar da convicção, o deputado argumentou que suas conclusões precisam da anuência dos demais integrantes da comissão parlamentar de inquérito. "Eu até poderia dizer que tenho convicção, mas não acho adequado me manifestar num momento como este", afirmou.

"Estamos num juízo político, mas temos de submetê-lo ao plenário", acrescentou.

Jefferson, em depoimento à CPI e ao Conselho de Ética, negou que participasse do esquema e disse ter se encontrado com Marinho apenas em duas ocasiões, tese referendada pelo ex-funcionário dos Correios.

Nos depoimentos prestados, o deputado chamou Marinho de 'petequeiro' – por ter recebido R$ 3 mil de propina – e disse que seu nome foi usado pelo ex-funcionário dos Correios para se promover.

Ontem, Jefferson perdeu a compostura na CPI do Mensalão ao ser defrontado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) com uma matéria que comprovaria que, depois do escândalo, Jefferson teria se encontrado com Marinho no Mato-Grosso do Sul.

A CPI dos Correios foi criada justamente depois que a gravação que mostra o ex-chefe do Departamento de Administração e Contratação de Material da estatal Maurício Marinho recebe propina e revela que participava de um esquema de desvios de recursos capitaneado por Jefferson.

Desde que foi criada, a comissão pouco se concentrou na apuração das denúncias relativas aos Correios.

"Na verdade, desde que a CPI começou, fomos atropelados por vários fatos e há um componente político nesse processo", declarou o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Atropelo

Diante de denúncias que surgiram, os integrantes partiram para a investigação do suposto desvio de recursos públicos no esquema que envolveria empréstimos bancários às empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, cujos recursos eram repassados ao PT e seriam retribuídos com contratos de publicidade em estatais.

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