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Pelo segundo dia consecutivo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, voltou a cobrar reajuste salarial para o Judiciário.

O ministro se reuniu na manhã desta quarta-feira (14) com senadores e deputados, entre eles o relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O presidente do Supremo argumentou que o aumento do subsídio é necessário porque a Justiça tem perdido servidores para outros poderes.

Segundo Ayres Britto, o Judiciário "experimenta há anos um perigoso e temerário processo de desprofissionalização".

O ministro disse que foi aberto um canal de diálogo com os parlamentares.

O Planalto não incluiu a previsão de reajuste para ministros e servidores na proposta de Orçamento enviada ao Congresso Nacional, que deve ser votada no final do ano.

Em decisão recente, o ministro Luiz Fux determinou que o Congresso inclua na proposta aumento de 7,12% para o Judiciário, que teria impacto de R$ 285 milhões.

"Abrimos uma agenda de discussão em torno da atualização remuneratória de juízes, magistrados em geral e dos servidores porque experimenta há anos um perigoso e temerário processo de desprofissionalização", afirmou o ministro após receber homenagem do Tribunal de Contas da União (TCU).

"Não é atraente ser juiz, menos ainda ser servidor do Judiciário. O poder de competição junto a outras carreiras ficou quase ao rege do chão", completou, destacando que falava em termos de remuneração.

Na terça-feira (13), no comando de sua última sessão na presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ayres Britto disse que o Judiciário não é tratado remuneratoriamente à altura da superlatividade de seu papel".

Ele se aposenta ao completar 70 anos, no domingo, deixando o comando do Supremo e do CNJ. Hoje ele comandará a última sessão no STF.

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