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cARTA EDITORIAL

História e democracia

Há o clichê dito e repetido de que é preciso conhecer os erros do passados para não repeti-los no futuro. Assim, a história seria praticamente um livro de receitas ou um manual de instruções. Se fosse deste jeito mesmo, o mundo já teria boa parte dos problemas resolvidos. Infelizmente – ou não – a história é um exercício menos simplista e mais arrojado de reflexão. Por isso, ainda que não se possa tomar lições prontas do passado, acompanhar como vem sendo o fluxo de decisões ao longo dos séculos nos ajuda a ter parâmetros das nossas perspectivas atuais.

António Manuel Hespanha é um jurista reconhecido como historiador do direito e de temas relacionados à nossa sociedade. Ao analisar o momento atual, especialmente da Europa, ele aponta que os riscos de adotar a postura de que só há um caminho a ser tomado, sem alternativa.

Hespanha lembra que, ao longo da história, sempre foi possível se fazer escolhas e que elas é que dão sentido à democracia. O professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa esteve em Curitiba para participar do VIII Congresso Brasileiro de História do Direito e concedeu uma entrevista ao Justiça & Direito.

Na conversa, Hespanha destacou a importância de olhar para o direito que se desenvolve nos microcosmos da sociedade, como as comunidades de periferia. Ele também ressaltou a relevância de se estudar documentos de massa, aqueles que contêm informações sobre as transações e decisões práticas, como os registros notariais e as sentenças de juízes de primeiro grau.

Mesmo sendo reconhecido como uma referência internacional, o acadêmico fala com simplicidade, preocupado em trazer holofotes para seus temas de estudo. Confira nesta edição.

Boa leitura!

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