
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), e seu vice, Maurício Querino Theodoro (PSDB), tiveram ontem seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão foi unânime entre os doze integrantes da corte que analisaram o caso. O presidente da Câmara de Vereadores, Márcio Pacheco (PPL), deverá assumir o cargo de prefeito após o fim do prazo para recurso. Novas eleições deverão ser convocadas.
Segundo o TRE, a cassação será imediata após os três dias abertos para recurso. O prazo começa a ser contado após a publicação da decisão judicial no Diário de Justiça. Uma nova eleição será convocada entre os candidatos Professor Lemos (PT) e Jorge Lange (PSD). Lemos disputou o segundo turno das eleições de 2012 com Bueno e Lange foi o terceiro colocado no primeiro turno.
A ação que originou o despacho foi movida pela Coligação "A Cascavel que queremos inclui você", de Lemos. O petista acusa Bueno de subfaturar os gastos de campanha e de ter feito caixa 2. Segundo a assessoria de imprensa do TRE-PR, o relator do processo, juiz Marcos Roberto Araújo dos Santos, disse ter reconhecido a ocorrência de fraude para influenciar no resultado da eleição. Além disso, para o juiz, Bueno e Theodoro criaram uma "campanha difamatória e caluniosa" para atacar a imagem de Lemos.
O juiz disse ainda haver elementos suficientes para demonstrar que os eleitores de Cascavel foram induzidos a erro em relação à pessoa do candidato petista, uma vez que muitos acreditaram que Lemos seria capaz de praticar crime de falsidade ideológica para concorrer ao cargo de prefeito do município.
Recurso
Segundo a assessoria de Bueno, o prefeito está em Curitiba desde segunda-feira para acompanhar a licitação para a construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto Municipal de Cascavel e não vai comentar a decisão judicial. Ele estuda a possibilidade de divulgar hoje uma nota à imprensa.
Em entrevista por telefone à TV Tarobá, no entanto, o prefeito cassado disse que vai aguardar a publicação para recorrer da decisão. Segundo ele, a cassação se deve ao fato de sua candidatura ter apresentando um programa eleitoral, com duração de 7 minutos, qual afirmava que o candidato Lemos não mora em Cascavel. "Descobrimos durante a campanha que Lemos não tem residência fixa em Cascavel". Na época, o petista conseguiu direito de resposta no programa da coligação de Bueno. O pedetista disse que foi o quinto processo de cassação movido por Lemos. "Ele teve um certo êxito hoje", declarou.
O presidente da Câmara, Márcio Pacheco, disse que assumirá a prefeitura com equilíbrio e sensatez. "Vou usar o momento para promover as ações pensando no povo", declarou.







