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O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) decidiu manter 11 pessoas presas durante a Operação Apocalipse. Dos 15 pedidos de habeas corpus julgados nesta quarta-feira (24), quatro foram atendidos. A operação policial investigou crimes relacionados ao financiamento, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, envolvendo empresários e políticos de Rondônia. Deflagrada pela Polícia Civil, no último dia 04, a operação resultou na prisão de 53 pessoas, entre empresários, funcionários fantasmas e vereadores de Porto Velho.

Foram liberados Maria Margarete da Silva, Roberto Rivelino Guedes Coelho, Marilene Carvalho dos Santos e Edivaldo Braga da Silva. A Justiça determinou prisão domiciliar para Adriana Argemiro de Macêdo, porque ela tem uma criança menor de 2 anos e seu companheiro também está preso.

Na última quinta-feira (18), a Justiça manteve por mais 15 dias o afastamento de quatro dos cinco deputados estaduais investigados. Atendeu a pedido da Polícia Civil, que detectou novos indícios de envolvimento dos parlamentares com a organização criminosa. Os deputados estão afastados da Assembleia Legislativa desde 4 de julho.

A decisão da Justiça diz respeito ao presidente da Assembleia, Hermínio Coelho (PSD), investigado por crime de peculato. Ele é acusado de nomear para cargos comissionados pessoas indicadas pela quadrilha. Também continuam afastados os deputados Ana da 8 (PTdoB), Adriano Boiadeiro (PRP) e Cláudio Carvalho (PT).

O vice-presidente da Casa, Jean Oliveira (PSDB), não teve o afastamento prorrogado: de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça "embora [haja] elementos que verifiquem seu envolvimento [com a quadrilha], não foram detectados fatos novos que justifiquem a manutenção das medidas contra ele".

A Justiça negou o pedido de habeas corpus dos vereadores Marcelo Reis (PV) e Eduardo Rodrigues (PV). Associados ao vereador Jair Montes (PTC), também preso na operação, os dois são suspeitos de envolvimento com o esquema de financiamento de campanhas políticas em troca de favores e cargos públicos. Além de Marcelo Reis e Eduardo Rodrigues, o Judiciário negou a liberdade a Francisco da Silva Rego, o contador Elias Barbosa Dias, o empresário Eulógio Alencar Barroso e o funcionário da Junta Comercial de Rondônia, Mauro de Oliveira de Carvalho.

A Operação Apocalipse investigou crimes relacionados ao financiamento, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, envolvendo empresários e políticos de Rondônia. A organização criminosa atuava em Rondônia, mas tinha ramificações em nove estados. De acordo com a investigação, só em Rondônia, a quadrilha acumulou patrimônio de R$ 33,5 milhões, que inclui 200 veículos (R$ 7,5 milhões), 25 imóveis (R$ 22,5 milhões) e cotas de empresas no valor de R$ 3,5 milhões.

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