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Lula: “Sou o presidente que mais fez universidades” | Roosewelt Pinheiro/ABr
Lula: “Sou o presidente que mais fez universidades”| Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

São Paulo e Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou ontem, mais uma vez, a Justiça Eleitoral, e também desafiou seus opositores a trabalharem tanto quanto ele. Apesar de ter iniciado seu discurso afirmando que iria se restringir ao que estava no papel, o petista fez ontem um discurso com tom político durante o encerramento da 1.ª Conferência Nacional de Educação. "Vou ler meu discurso, porque tenho sido multado todo dia. E daqui a pouco vou ter de trabalhar o resto da vida para pagar multa", ironizou Lula no início de sua fala, numa referência às multas impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por campanha antecipada para a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.

Mesmo assim, depois de enumerar as recentes conquistas da área educacional e elogiar o ministro da Educação, Fernando Haddad, a quem chamou de "dádiva de Deus", Lula abandonou o discurso escrito e partiu para o improviso.

"Eu e o José Alencar somos o único casal – de presidente e vice-presidente – que não tem diploma universitário. Ao deixar o meu mandato, serei o presidente que mais fez universidades nesse país e que mais investiu na educação desse país. Não falo isso com orgulho de quem fez, mas com tristeza daqueles que antes de mim não fizeram, pedindo a Deus que aqueles que vierem me coloquem no chinelo e façam dez vezes mais do que eu fiz", afirmou.

Lula também desafiou seus sucessores. "Eu ainda tenho nove meses de trabalho. Vou trabalhar que nem um desgraçado. Quem quiser me vencer terá de trabalhar mais do que eu, fazer mais do que nós fizemos. Tenho certeza que muita gente não vai conseguir. (...) O povo está mais decidido. Trabalhem, aprovem o que puderem aprovar de melhor, porque alguém vai continuar dando sequência ao que vocês fizeram", afirmou.

José Serra

Na véspera de deixar o governo de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou ontem a ampliação do endividamento do estado em R$ 3,3 bilhões, em uma medida conjunta com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Assim como Lula, o tucano também ressaltou o que considera suas qualidades. "Eu já tenho experiência grande, pois já fui secretário em São Paulo na época do [Franco] Montoro – quando tirei do papel o seguro-desemprego –, fui ministro do Orçamento e Planejamento e da Saúde do Brasil, fui prefeito da capital de São Paulo, e como governador continuei aprendendo. Vou dizer, sem falsa modéstia, saio hoje melhor do que quando entrei e com mais energia." Ele entrega hoje sua carta de renúncia à As­­­sembleia Legislativa – Alberto Goldman será diplomado governador na próxima terça-feira.

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