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A primeira noite do carnaval paulistano reforçou o favoritismo da bicampeã Império de Casa Verde, luxuosa como nunca, mas mostrou também que a empolgação e a harmonia entre os foliões da escola garantem a festa - caso da Unidos de Vila Maria. Na avaliação dos espectadores da TV Globo, as duas escolas da Zona Norte empataram: 9,7 para cada.

Campeã de 2005 e 2006, a Império, quarta a desfilar, fez valer o investimento de R$ 1,5 milhão. Carros suntuosos, a começar pelos cinco tigres articulados no abre-alas, refletiram a ambição do enredo "Glórias e conquistas – a força do Império está no salto do tigre": contar a trajetória dos maiores impérios da história da humanidade. De ponta a ponta, o abre-alas tinha 60 metros. Apesar do tamanho, demorou apenas dois minutos para ser desmembrado em duas partes.

Apesar do porte dos cinco carros, a Império foi a escola que passou em menos tempo pela avenida na primeira noite (60 minutos). Fez um desfile técnico, sem falhas aparentes, que animou a sua torcida. A "imperatriz" da bateria, Sheila Mello, chamou a atenção em meio aos foliões.

A grande rival da bicampeã na primeira noite foi a Unidos de Vila Maria. Embalada por um dos refrões mais populares do carnaval paulistano de 2007 ("O meu povo sambando no pé, é tradição/A rainha das serras quem é? Cubatão/Se o coração disparar de alegria/Adivinha quem é? Vila Maria!"), a escola verde e branca transformou um enredo politicamente correto em uma combinação musicalmente interessante.

Sexta e penúltima a desfilar, Vila Maria não contou apenas com a harmonia entre seus integrantes. Brilhou também nas alegorias e fantasias. O carnavalesco Wagner Santos se apropriou com maestria de elementos tradicionais, como máscaras e confete, para dar leveza ao desfile, sem recair na nostalgia.

Imperador do IpirangaA noite no Sambódromo do Anhembi começou às 23h22, quando a Imperador do Ipiranga (8,5 para os espectadores) pisou na avenida com um enredo sobre siderurgia. Em 62 minutos de festa, a escola da Zona Sul surpreendeu as desfilar com as baianas logo atrás da comissão de frente e ao apostar em um rapper (Rappin Hood) para reforçar o coro de puxadores. Antes entrar no Anhembi, ainda durante à tarde, parte do segundo carro alegórico da Imperador pegou fogo. O incêndio foi provocado por uma faísca, solta durante a soldagem de uma peça. Apesar do susto, as chamas foram rapidamente controladas e o dano foi pequeno.

X-9 PaulistanaEm contraste com a Imperador, que se concentrou numa cor (o dourado), a X-9 Paulistana optou pela aquarela para contar o enredo "Força Brasil - o país que surge da tinta, delira num carnaval de cores". Na comissão de frente, bailarinas coloridas puxaram a escola com as cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Na ala das baianas da X-9, as 70 componentes usaram roupas mais leves do que o costume. Cada uma das senhoras carregava na cabeça um lenço confeccionado por elas mesmas. Os espectadores gostaram da segunda escola a desfilar: nota 9,2.

Tom MaiorA Tom Maior fez uma homenagem aos trabalhadores brasileiros. O samba-enredo da tarceira a desfilar foi acompanhado pelo público e os telespectadores da TV Globo deram nota 8,9 à escola da Zona Oeste. A rainha da bateria, Adriana Bombom, entrou atrasada, pois um segurança não a reconheceu. Um acidente foi registrado: Michel Mota, de 26 anos, foi prensado por um carro alegórico. Removido para o Hospital do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo, ele passa bem.

TucuruviA Acadêmicos do Tucuruvi misturou samba com leves batidas de rap. A quinta escola a desfilar trouxe um desfile de muitas cores. A comissão de frente formou uma pirâmide humana, em que vários homens vestidos de gafanhotos levantaram um pássaro, a fênix. A garota que encenou o pássaro, Carolina Alves, tem apenas 11 anos. A escola soube espalhar seus integrantes e ocupou bem os espaços da avenida. O público reconheceu: nota 9,3.

Nenê de Vila MatildeA Nenê de Vila Matilde foi a última a se apresentar no Anhembi. A escola da Zona Leste homenageou um dos pioneiros da comunicação no Brasil: João Jorge Saad. Foi um desfile tradicional. A escola respeitou suas cores e veio de branco e azul. Outro sinal de resgate dos velhos tempos foi a colocação de passistas para entrar na avenida enquanto a bateria recuava. Até o cineasta Zé do Caixão, em geral vestido de preto, desfilou de branco e azul. O público da TV Globo gostou e deu nota 9,2 para a Nenê, que desfilou por 62 minutos.

As notas dadas pelo público da TV Globo:Império de Casa Verde: 9,7Unidos de Vila Maria: 9,7Acadêmicos do Tucuruvi: 9,3Nenê de Vila Matilde: 9,2.X-9 Paulistana: 9,2Tom Maior: 8,9Imperador do Ipiranga: 8,5

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