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Em liberdade

Mãe acusada de matar a filha pensou que iria morrer na cadeia

"Eu fui julgada e condenada sem passar por um juri, por nada", reclamou Daniele

No primeiro dia de liberdade após um laudo constatar a ausência de cocaína na mamadeira que matou sua filha, Daniele Toledo do Prado, de 21 anos, afirmou nesta quarta-feira (6) que teve medo de morrer nos 35 dias que passou na cadeia.

"Foi um período muito ruim. Quando apanhei na cadeia, precisei ser hospitalizada, e pensei que ia morrer", afirmou Daniele, em entrevista à Rede TV!. "Senti muita raiva da situação, de ter sido presa injustamente. Eu não conseguia acreditar que isso estava acontecendo comigo."

Daniele deixou a penitenciária feminina de Tremembé no fim da tarde de terça-feira. Ela chegou a ser acusada de usar cocaína para matar a filha, mas um laudo do Instituto de Criminalística apontou que o pó branco encontrado no corpo da menina de um ano e três meses não era a droga. "Infelizmente minha filha não será trazida de volta."

Parentes e amigos a esperavam do lado de fora da penitenciária. "Minha família, meus amigos, meu noivo, ninguém me abandonou. Esse apoio foi muito importante", afirmou Daniele. "Eu tinha certeza que ia chegar a minha hora e eu iria comprovar minha inocência. Sempre falei isso para minha advogada."

"Eu fui julgada e condenada sem passar por um juri, por nada", reclamou Daniele. A prisão em flagrante foi baseada em um exame preliminar feito pelo Instituto de Criminalística de Taubaté, que apontou a presença de cocaína na mamadeira e numa seringa. O material foi apreendido na casa da acusada.

Mas no laudo definitivo, divulgado na segunda (4), foi constatado que a substância encontrada não era cocaína. Com o resultado do exame, a advogada de defesa entrou com pedido de habeas corpus. O documento, assinado pelo juiz Marco Antônio Montemor, determina a liberdade provisória da acusada, que ainda vai aguardar o julgamento do processo.

A suspeita sobre ela foi levantada pela médica que atendeu Vitória no pronto socorro municipal. A criança foi levada pela mãe com crise de convulsão e vômito e morreu depois de três paradas cardio-respiratórias. A médica suspeitou de overdose por droga. De acordo com a Secretaria de Saúde de Taubaté, não houve precipitação no diagnóstico.

Segundo a polícia, o laudo definitivo do Instituto de Criminalísta de São Paulo, que vai apontar a causa da morte da criança, ainda não ficou pronto.

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