
Ministro da Agricultura entre 2007 e 2010, o paranaense Reinhold Stephanes (PSD) foi colega de Esplanada de Dilma Rousseff e Marina Silva. "Elas sempre tiveram divergências", lembra o atual secretário estadual da Casa Civil. Na maioria dos embates, Stephanes esteve no meio.
Durante a fase final da passagem de Marina pelo Ministério do Meio Ambiente, que durou de 2003 a 2008, o governo passou por uma série de confrontos internos entre alas "desenvolvimentistas" e "verdes". Na primeira, estavam Stephanes (ministro da Agricultura) e Dilma (Casa Civil. Na outra, Marina. "A Dilma era mais pragmática, enquanto a Marina sempre apresentava uma visão mais radical, que quase sempre se chocava com a dos produtores rurais", diz o ex-ministro.
Stephanes admite que, em várias oportunidades, discordou "frontalmente" de Marina. "Ela tinha uma noção de produção rural que era muito ligada ao que ela via no Acre, de agressão ao meio ambiente, o que é muito diferente do sistema adotado no Paraná."
Apesar das divergências, Stephanes reforça que ambos sempre se esforçaram para ter uma relação saudável. "Inclusive sempre nos chamávamos de irmãos [ambos são evangélicos]", diz ele.
Sem dívidas
Sobre a suposta "traição" de Eduardo Campos e Marina ao lulismo, o secretário diz que não vê motivos para polêmicas. "Nós três fomos ministros do Lula e cada um deu a sua contribuição. Ninguém ficou devendo nada para ninguém."
Stephanes cita a própria relação com os últimos três governadores do Paraná: "Trabalhei no governo Lerner, no Requião e no Richa. Há pontos em que eu divirjo do Requião, por exemplo, mas eu sempre o respeito".







