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Meurer diz à Justiça que deputados do PP ‘sempre ouviam’ Pedro Corrêa

    • Estadão Conteúdo Web
    • 19/08/2015 20:44
    Nelson Meurer, deputado federal. | Rodolfo BUHRER/Rodolfo BUHRER
    Nelson Meurer, deputado federal.| Foto: Rodolfo BUHRER/Rodolfo BUHRER

    O deputado Nelson Meurer (PP/PR), alvo da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, afirmou à Justiça Federal no Paraná que o ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) – preso em Curitiba por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema de propinas na Petrobras – era ouvido e respeitado dentro do partido “por suas boas ações que ele fazia com a sua experiência como parlamentar”.

    “Todos os deputados do partido (PP) sempre ouvia [sic] ele nas orientações e nas dificuldades que nós tinha [sic] das atitudes que a gente tomava em plenário, sempre ouvia o conselho do Pedro Corrêa “, declarou Meurer, em depoimento nesta terça-feira, 18.

    Corrêa também foi condenado a 7 anos e dois meses de prisão no mensalão e cumpria pena no regime semiaberto quando teve a nova prisão decretada no âmbito da Lava Jato. As investigações indicam que ele recebeu dinheiro do esquema da Petrobras até 2014, mesmo durante o período em que estava sendo julgado pelo mensalão no Supremo Tribunal Federal

    Meurer foi arrolado pela defesa de dois réus da Lava Jato, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo (ex-PP e SD/BA), também preso por corrupção e lavagem de dinheiro desviado de contratos bilionários da Petrobras.

    O PP dominava uma área estratégica da estatal petrolífera, a Diretoria de Abastecimento. Durante quase uma década o partido manteve no comando do setor o engenheiro Paulo Roberto Costa, indicado pelo ex-deputado José Janene (PP/PR), morto em 2010. Costa foi preso na Lava Jato, fez delação premiada e agora está em regime domiciliar.

    Nelson Meurer, assim como os réus pelos quais testemunhou, está sob suspeita de ter recebido propinas do cartel de empreiteiras que se instalou na Petrobrás entre 2004 e 2014.

    Como deputado, Meurer detém foro privilegiado e é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Dois delatores da Lava Jato afirmam que Meurer recebia dinheiro ilícito. O doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, declarou à Procuradoria-Geral da República que Meurer era ‘um dos líderes do PP e, como tal, recebia repasses mensais que variavam de R$ 250 mil a R$ 500 mil’. Segundo Youssef, o dinheiro era entregue em um hotel em Curitiba.

    O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que também virou delator, disse que Meurer recebeu R$ 4 milhões por meio do doleiro para a campanha de 2010. O doleiro confirma o repasse, mas não sabe como o pagamento foi feito. Nelson Meurer nega as acusações.

    Na audiência desta terça na Justiça Federal, o deputado foi ouvido por videoconferência. Ele estava em Brasília. O juiz Sergio Moro estava em seu gabinete, em Curitiba. Os advogados de Corrêa e Argôlo também.

    Na descrição de Nelson Meurer seu ex-companheiro de agremiação é um modelo de político. “Tenho certeza que Pedro Corrêa sempre trabalhou corretamente, uma pessoa que pela sua experiência sempre orientava os parlamentares nas suas atividades no Plenário da Câmara. Foi presidente do Partido Progressista. Nada tenho de conhecimento de algum ato do Pedro Corrêa que desabonasse a sua conduta.”

    Meurer disse: “Pedro Corrêa fez um grande trabalho em prol do desenvolvimento do nosso partido, representando com muita dignidade o povo que confiou no PP e formou uma das maiores bancadas da Câmara Federal.”

    Ele confirmou a realização de um jantar em Brasília em homenagem a Paulo Roberto Costa, em 2010 ou 2011. Disse que ‘não tem conhecimento’ se Pedro Corrêa teve participação na indicação do diretor de Abastecimento da estatal.

    Sobre o ex-deputado Luiz Argôlo, ele declarou: “Convivi com Argôlo durante os mandatos dele como deputado federal, sempre uma pessoa com comportamento que não o desabonasse.”

    Indagado se presenciou repasse de vantagem indevida a Argôlo, o deputado Nelson Meurer foi enfático. “De maneira nenhuma. Nunca soube que alguém teria repassado algumas vantagens indevidas para o Luiz Argôlo, eu não participei de processo nenhum de distribuição de vantagens indevidas.”

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