Vinte e duas obras de arte apreendidas na 17ª fase da Operação Lava Jato, em uma galeria de arte em Botafogo, no Rio, foram entregues ao Museu Oscar Niemayer, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (11). De acordo com o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, todas as obras eram do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

A 17 ª fase, denominada “Pixuleco”, aconteceu no último dia 3 de agosto e prendeu o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, além de pessoas ligadas a ele na JD Consultoria. Mas, em mandados de busca e apreensão realizados no mesmo dia, a Polícia Federal também apreendeu essas obras de arte que seriam de Duque. Em outras fases, outros 113 trabalhos pertencentes ao ex-diretor, entre quadros, gravuras e reproduções, já haviam sido apreendidos.

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A Polícia Federal chegou às novas obras por meio de documentos apreendidos na casa de Duque e do operador Milton Pascowitch. Os documentos mostram que algumas obras foram compradas por Pascowitch ou Antônio Bernardi, mas tinham como destinatário o ex-diretor da Petrobras. Os trabalhos foram apreendidos no último dia 3 de agosto na galeria Vilaseca, em Botafogo. Em relatório, a polícia diz que aparentemente a galeria desconhecia a procedência ilegal das obras.

Entre as telas apreendidas estão um quadro de Di Cavalcanti, outro de Cícero Dias, além de obras de artistas como Volpi e Alberto Guignard. Os trabalhos foram avaliados por peritos da PF.

Após serem entregues ao museu, as obras são catalogadas e passam por um processo de quarentena. Depois, ficam na reserva técnica do Museu até serem expostas. Atualmente, 48 obras estão em exposição.

Ao todo, já são 270 obras apreendidas durante a operação, que estão sob a guarda do museu. Entre obras de Duque, estão trabalhos que pertenciam à doleira Nelma Kodama.

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