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Morre Affonso Camargo, o paranaense com mais tempo no Congresso Nacional

Em 54 anos de política, parlamentar, que ficou conhecido como "o pai do vale-transporte", foi deputado federal, senador, ministro e vice-governador

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Camargo ficou conhecido como o
Camargo ficou conhecido como o "pai do vale transporte"
 
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Morreu nesta quinta-feira (24) o ex-deputado federal Affonso Alves de Camargo Neto (PSDB), aos 81 anos, em uma chácara nas proximidades de Curitiba. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do PSDB, por volta das 10h25. A família não quis divulgar a causa da morte. Affonso Camargo foi o paranaense que atuou por mais tempo no Congresso Nacional e ficou conhecido como "o pai do vale-transporte", slogan que utilizava nas campanhas políticas.

A assessoria de imprensa do PSDB informou, por volta das 13 horas, que a família decidiu que não haverá velório e nem enterro, pois essa era vontade de Affonso Camargo.

O corpo do ex-parlamentar iria ser cremado por volta das 18 horas desta quinta-feira (24) em uma cerimônia fechada à família. Porém, em razão do horário de funcionamento do Crematório Vaticano, em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, o corpo será velado em uma chácara em Balsa Nova e deve seguir para o crematório somente nesta sexta-feira (25).

A família deve organizar posteriormente uma missa em homenagem a Camargo e essa cerimônia será aberta ao público. A assessoria de imprensa do PSDB disse que uma missa de sétimo dia deve ser marcada e que o local, a data e o horário serão divulgados nesta semana.

Affonso Camargo não se reelegeu para deputado federal nas eleições de 2010 e decidiu se aposentar da vida política depois de 54 anos. Ele foi o deputado federal mais votado do Paraná em 2002.

Camargo chegou ao Congresso em 1978, mas a carreira política teve início em 1956. Ele exerceu o cargo de senador por duas vezes - o primeiro mandato foi como biônico durante a ditadura militar - e foi deputado federal por quatro legislaturas. Ele ocupou o cargo de vice-governador (no primeiro mandato de Ney Braga) e também foi ministro por três vezes. Camargo foi indicado para ser ministro dos Transportes por Tancredo Neves. Com a morte de Neves, José Sarney manteve a indicação. Ele foi ministro dos Transportes e das Comunicações no governo do ex-presidente Fernando Collor.

Affonso Camargo também se candidatou a presidente da República, em 1989. Ficou em 11º lugar em uma disputa entre 22 candidatos. Recebeu 379.286 votos, ou 0,52% do total.

Affonso Camargo era sobrinho de Bento Munhoz da Rocha Neto, que foi governador do Paraná entre 1951 e 1955.

O governador Beto Richa (PSDB) decretou luto oficial de três dias no Paraná pela morte de Camargo. “É um reconhecimento à contribuição que, com suas ações políticas, Affonso Camargo deu ao Paraná e ao Brasil”, disse Richa, em entrevista à Agência Estadual de Notícias, órgão oficial de comunicação do governo do Paraná.

A prefeitura de Curitiba também decretou luto oficial de três dias. "Muitos o conhecem como pai do vale transporte, mas sua capacidade de articulação e visão desenvolmentista do Estado e do país marcaram sua atuação na vida pública. Será referência para toda nova geração de curitibanos e paranaenses”, afirmou o prefeito da capital, Luciano Ducci.

O presidente da Câmara Muncipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), lamentou a morte do ex-deputado. “Affonso Camargo ajudou a construir o estado física e politicamente”, comentou.

Em nome da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o reitor João Carlos Gomes prestou homenagem ao ex-deputado. “Trata-se de uma grande perda para a política do Paraná e do Brasil, pelas suas ações políticas no Congresso Nacional e no governo federal, em prol dos trabalhadores e da educação, em especial o ensino superior”, disse o reitor.

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