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Entrevista

Nereu Moura, vice-presidente do PMDB no Paraná

O PMDB trabalha com a possibilidade de ter o PFL no palanque do governador Roberto Requião ?Nereu Moura – Não adianta o PFL espernear porque o jogo vem de cima para baixo. A base do PFL apóia integralmente a aliança, mas alguns caciques têm um certo constrangimento porque andaram exagerando na dose de críticas ao governo, mas nada que algumas semanas não refresquem os ânimos e não permitam a condição necessária para fazer uma aliança para o bem do Paraná e do Brasil.

Quer dizer então que o PFL seria bem-vindo na aliança?Quem deveria não querer a aliança com o PFL somos nós do PMDB, mas relevamos essa situação e dentro de uma conjuntura nacional não vamos criar obstáculos se houver um entendimento, que até acho que vai haver.

O fato de os dois partidos serem adversários históricos no Paraná não interfere?Não atrapalha porque nós não estamos analisando com o coração, mas com a razãos. Estamos relevando as ofensas que eles fazem ao nosso governo. O PSDB está muito afinado conosco, o PFL não, mas como eles estão juntos, o PFL acaba vindo que nem parente. É como cunhado, que entra na família sem ninguém escolher e mesmo sem afinidade.

O senhor aposta nessa aliança com o PSDB?Com o PSDB há uma aproximação muito maior em diversos estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Goiás. Apenas em alguns estados o PMDB não tem vínculos.

Mas o governador vem fazendo críticas ao candidato a presidente do PSDB, Geraldo Alckmin. Requião faria campanha para o tucano?Se o partido apoiar o Alckmin vamos fazer o quê? Temos que obedecer a orientação da direção nacional, que tem instrumentos para exigir a fidelidade partidária. Temos que nos dobrar, não mandamos no PMDB e os interesses nacionais vão se sobrepor.

Esses interesses nacionais se resumem em derrotar o presidente Lula?Se o entendimento do PMDB nacional for tirar o Lula... Defendo a candidatura própria para presidente, mas inevitavelmente vamos acabar não tendo candidato e isso vai permitir arranjos no Paraná com o PFL e o PSDB. Com o PT será difícil porque já tem candidato a governador no Paraná. Requião é o favorito disparado, tanto que não temos adversários até o momento.

O PFL do Paraná defende um apoio informal a Geraldo Alckmin para ter liberdade nos estados para fazer coligações e livrar o partido de ter que se juntar ao PMDB...Isso aí sonhar em berço esplêndido, o PFL já está noivo, com dia marcado para o casamento, não tem mais volta. Não é o PFL do Paraná que vai reverter esse quadro porque todo mundo sabe que sempre foi um partido pragmático.

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