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Os partidos de oposição querem solicitar que as provas obtidas pela força-tarefa da Operação Lava Jato sobre os pagamentos feitos pela Odebrecht a contas de João Santana no exterior sejam enviadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Santana comandou a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Desde 2006, ele é personagem central da publicidade do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A campanha de Dilma é alvo de uma apuração no TSE aberta a pedido do PSDB, que acusa a petista de ter se reelegido com abuso de poder político e econômico.

Ao alardear o interesse no envio das provas que vinculam Santana a pagamentos da Odebrecht, a oposição tenta reforçar a tese de que dinheiro do chamado petrolão serviu para pagar despesas da campanha petista.

Presidente do DEM, o senador Agripino Maia (DEM-RN) diz que o pedido de prisão de Santana, feito nesta segunda-feira (22), agrava a situação do governo e reforça as suspeitas de que o pagamento de valores no exterior é “recorrente” nas campanhas políticas do PT.

Pagamentos foram feitos para quitar dívidas de campanhas do PT

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Ele faz um paralelo entre a situação de Santana e a que o marqueteiro Duda Mendonça, que fez a campanha de Lula em 2002, relatou durante o escândalo do mensalão, em 2006. Na época, Duda assumiu em depoimento a uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que havia recebido pagamentos pela campanha de Lula em um paraíso fiscal e que o dinheiro não havia sido declarado.

“O pensamento das oposições é esse: de pedir que as provas que ainda não foram enviadas ao TSE sejam remetidas agora”, diz Agripino.

Acarajé

A 23ª fase da Operação Lava Jato, intitulada “Acarajé”, tem como alvo o publicitário João Santana, que encabeçou campanhas presidenciais petistas, e a empreiteira Odebrecht.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal encontraram transferências de US$ 7,5 milhões (R$ 30 milhões, em valores desta segunda) de investigados da Lava Jato para a conta da offshore Shellbill Finance S.A., controlada pelo marqueteiro João Santana e pela mulher e sócia dele, Mônica Moura. A offshore, baseada no Panamá, não foi declarada às autoridades brasileiras.

Deste montante, US$ 3 milhões foram pagos ao marqueteiro por meio das contas das offshores Klienfeld e Innovation Services, que são atribuídas pelos investigadores à Odebrecht, entre 13 de abril de 2012 e 08 de março de 2013. Para a Procuradoria, “pesam indicativos de que consiste em propina oriunda da Petrobras transferida aos publicitários em benefício do PT”.

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