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Crime político

Padre é condenado por morte de vice-prefeito e líder partidário

Adelino deixou o Tribunal do Júri de Cruzeiro do Oeste algemado | Osmar Nunes/Gazeta do Povo
Adelino deixou o Tribunal do Júri de Cruzeiro do Oeste algemado (Foto: Osmar Nunes/Gazeta do Povo)
Veja onde fica Mariluz |

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Veja onde fica Mariluz

O padre Adelino Gonçalves foi condenado, em julgamento no Tribunal do Júri de Cruzeiro do Oeste (interior do Paraná), a 18 anos e nove meses de prisão. Ele foi considerado culpado de duas mortes ocorridas em 2001, quando era prefeito de Mariluz, cidade da Comarca de Cruzeiro do Oeste. As vítimas foram o então vice-prefeito Aires Domingues e o presidente do PPS municipal, Carlos Alberto de Carvalho. A defesa já recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ).

Adelino, que é padre na região de Guarapuava, mas que está em licença para tratamento médico, deixou o tribunal algemado, após um julgamento que durou 14 horas, e foi direto para a prisão.

Segundo a sentença da juíza Josiane Pavelski Borges Fonseca, a prisão preventiva era necessária pois o padre mora em uma comarca distante, de onde poderia fugir. Além disso, ele tem antecedentes criminais, pois já foi condenado por corrupção de menor – crime pelo qual já cumpriu pena.

A promotora de justiça, Nadir Emílio de Melo, disse que ficou satisfeita com a pena. As famílias das vítimas também falaram o mesmo. O advogado da defesa, Miguel Nicolau Junior, disse que a pena foi muito rigorosa e que pediria um habeas corpus ao seu cliente.

Júri

Apesar da repercussão que os assassinatos provocaram em 2001 – protestos na cidade apareceram até na mídia internacional – o clima era de um julgamento comum no fórum de Cruzeiro do Oeste na quarta-feira. Uma média de 30 pessoas permaneceu o tempo todo no plenário. O processo que fez parte do julgamento de ontem tem 10 volumes e 2.695 páginas.

Padre Adelino permaneceu o tempo todo com o olhar fixo para a frente. Só se levantou para ir ao banheiro e, nos intervalos, para lanchar. Somente após ouvir a sentença falou com a imprensa e disse que se sentia surpreso com a prisão preventiva. "Vou recorrer da decisão porque sou inocente. Fui vítima de uma tramoia política." Ele negou com veemência as acusações e disse que não sabe quem mandou matar a dupla. Logo depois ele foi algemado pelos policiais militares e saiu pela porta dos fundos do fórum.

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