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Contrariando as expectativas, o ex-ministro Patrus Anannias (PT) adiou neste domingo (20) a decisão sobre ocupar ou não a vaga de vice na chapa de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais.

Diante da pressão de cerca de 1500 militantes, que participaram do 23º Encontro Estadual do PT-MG, em Contagem, Patrus admitiu que de "0 a 10" a chance de ele concorrer nas eleições como vice do peemedebista chegaria a nove pontos.

"A média está alta de 8 a 9. Eu acho que as coisas tem um momento. Eu estabeleci um roteiro de conversas pessoais, com pessoas que tenho respeito maior, que têm uma presença maior na minha vida, na minha trajetória existencial, política e social", disse Patrus.

Segundo o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, em meio a manifestações de militantes a favor da vice-candidatura de Patrus, o ex-ministro disse que precisa primeiro ir a Bocaiúva, interior do estado, pedir a benção da mãe. De acordo com aliados, é uma espécie de ritual do político antes de tomar decisões importantes.

"O entendimento dos militantes é que Hélio Costa tem currículo para ser nosso governador. O encontro mostrou que a militância entende que prevaleceu a questão nacional e o projeto do PT nacional tem que continuar. A decisão sai durante essa semana", disse o dirigente estadual, se referindo à importância da composição PT-PMDB para a campanha da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.

Patrus Ananias comentou ainda o impacto dos apelos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pela candidata Dilma Rousseff, para que ele aceitasse ser vice de Hélio Costa.

"Uma manifestação do presidente Lula fala muito ao meu coração, assim como da nossa candidata, que é minha amiga pessoal. Nós fomos colegas de ministério e eu acolhi no coração e na memória e passou a integrar nossas reflexões", disse o ex-ministro.

Apesar do adiamento da decisão, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, saiu do encontro otimista. Ele minimizou a hesitação de Patrus em assumir o posto.

"Foi muito positivo [o encontro], há uma unidade muito forte. Acho que ele vai topar. Ele tem dito que está conversando com pessoas, a hesitação é normal. Ele era cotado para ser candidato ao governo. Ao longo dessa semana ele vai bater o martelo", acredita Dutra.

A convenção do PT de Minas, em que a legenda vai formalizar suas candidaturas, está marcada para o próximo dia 27 de junho.

Negociação

No primeiro dia do encontro, neste sábado (19), Patrus chegou a sinalizar que aceitaria a composição com o peemedebista, mas pediu um tempo ao partido para refletir sobre o que chamou de "critérios de programa de governo".

Segundo a assessoria do PT-MG, esses pontos de divergências teriam sido discutidos em reuniões na noite de sábado entre lideranças das duas legendas e candidato Hélio Costa.

O principal tema que vem sendo negociado é a coordenação integrada entre a campanha estadual e a nacional, além de problemas na área de educação em Minas Gerais.

Patrus defende que um eventual programa de governo em conjunto com o PMDB teria de dar atenção especial ao ensino médio no estado. Ele citou a greve dos professores mineiros e a necessidade de melhorar a interlocução com os servidores públicos da educação.

"Temos que acertar nos próximos dias uma compreensão compartilhada no progama. Quais os compromissos principais que vamos assumir com o povo de Minas", justificou Patrus.

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