i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Lava Jato

Planalto teme que delação da Odebrecht chegue ao TSE

Há um temor de que os executivos da empreiteira levantem novas suspeitas sobre a origem das doações feitas à campanha, fortalecendo a acusação de que houve abuso de poder econômico

    • Estadão Conteúdo Web
    • 10/12/2016 07:58
     | Marcos Correa/PR
    | Foto: Marcos Correa/PR

    A delação premiada de executivos da Odebrecht é vista como um risco para o presidente Michel Temer no processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e investiga irregularidades na campanha presidencial de 2014. Há um temor no Planalto de que os executivos da empreiteira levantem novas suspeitas sobre a origem das doações feitas à campanha, fortalecendo a acusação de que houve abuso de poder econômico.

    Até então, o depoimento de acusação considerado mais consistente era o do delator Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, que entrou em contradição e depois negou que houvesse dinheiro de propina para campanha que reelegeu Dilma Rousseff e Temer. Na noite de sexta-feira (9), porém, a delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, veio à tona, atingindo diretamente o Planalto. na noite desta sexta-feira (9).

    O executivo cravou que parte do dinheiro prometido pela empresa ao PMDB foi pago em dinheiro vivo no escritório de José Yunes, amigo e assessor do presidente Michel Temer (PMDB). Além de Temer, Melo Filho citou pelo menos outros 34 políticos, com destaque para caciques do PMDB e integrantes do núcleo duro do Planalto – Romero Jucá, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Moreira Franco, Rodrigo Maia, entre outros.

    LEIA MAIS: Confira a lista com todos os citados por Cláudio Melo Filho

    Renan e Maia atuaram por Odebrecht, diz ex-executivo da empreiteira

    Leia a matéria completa

    A colaboração da Odebrecht – cujos 77 executivos assinaram na semana passada delação com a força-tarefa da Lava Jato – pode chegar ao TSE de dois modos. Caso a instrução do processo ainda não tenha sido dada como concluída, novos depoimentos podem ser solicitados e juntados como indicações a favor da acusação. Ainda que isso não seja feito, no entanto, há um receio de interlocutores de Temer de que haja uma contaminação política do julgamento pelo TSE, considerada a corte “mais politizada” entre os tribunais superiores.

    No Planalto, a nova etapa da Lava Jato é vista como “imponderável”. Interlocutores do peemedebista dizem que o presidente demonstra tranquilidade com a delação, mas a defesa de Temer na corte eleitoral gostaria de que o caso se encerrasse antes de os acordos de Marcelo Odebrecht e funcionários da empresa se tornarem públicos.

    Ainda assim, auxiliares de Temer consideram pouco provável uma cassação de mandato e consequente eleição. O Planalto garante que, caso haja condenação, Temer vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Além da delação da Odebrecht, há outro depoimento considerado fundamental para o processo: o de Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Ela deveria ter prestado depoimento em setembro, mas adiou a oitiva, por estar negociando uma delação premiada na Lava Jato.

    A LISTA

    A lista foi elaborada pelo site Jota.

    1. Michel Temer (presidente da República)

    R$ 10 milhões

    2. Anderson Dornelles (ex-assessor de Dilma)- identificado na delação como“Las Vegas”

    R$ 350 mil

    3. Antônio Brito (deputado federal) - identificado na delação como “Misericórdia”

    R$ 430 mil

    4. Arthur Maia (deputado federal) - “Tuca”

    R$ 600 mil

    5. Ciro Nogueira (senador) - “Cerrado” e “Piqui”

    R$ 5 milhões para campanhas do PP

    6. Delcídio do Amaral (ex-senador) -“Ferrari”

    R$ 550 mil

    7. Duarte Nogueira (prefeito de Ribeirão Preto) - “Corredor”

    R$ 600 mil

    8. Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) - “Caranguejo”

    R$ 7 milhões

    9. Eliseu Padilha (ministro) - “Primo”

    teria negociado recursos para Temer

    10. Eunício Oliveira (senador)

    R$ 2,1 milhões

    11. Geddel Vieira Lima (ex-ministro) - “Babel”

    R$ 1,5 milhão

    12. Gim Argello (ex-senador) - “Campari”

    R$ 1,5 milhão

    13. Inaldo Leitão (deputado federal)

    R$ 100 mil

    14. Jaques Wagner (ex-ministro) - “Polo”

    R$ 9,5 milhões

    15. José Agripino (senador) - “Pino” ou “Gripado”

    R$ 1 milhão solicitado por Aécio Neves

    16. Katia Abreu (senadora)

    teria acertado ajuda financeira com Marcelo Odebrecht

    17. Lúcio Vieira Lima (deputado federal)

    entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão

    18. Marco Maia (deputado federal)

    R$ 1,3 milhão

    19. Moreira Franco (secretário do governo Temer)

    recursos para Temer

    20. Renan Calheiros (senador)

    teria sido beneficiado por parte dos R$ 22 milhões do PMDB

    21. Rodrigo Maia (presidente da Câmara)

    R$ 100 mil

    22. Romero Jucá (senador) - identificado na delação como “Caju”

    teria nNegociado para o PMDB R$ 22 milhões

    23. Romário (senador)

    Foi pedida contribuição para sua campanha, mas a empresa não fez

    24. Bruno Araújo (deputado federal)

    Foi pedida contribuição para sua campanha, mas a empresa não fez)

    25. Adolfo Viana (deputado estadual na Bahia)

    R$ 50 mil

    26. Lídice da Mata (senadora)

    R$ 200 mil

    27. Daniel Almeida (deputado federal)

    R$ 100 mil

    28. Paulo Magalhães Júnior (vereador em Salvador)

    R$ 50 mil

    29. Hugo Napoleão (deputado federal)

    R$ 100 mil

    30. Jutahy Magalhães (deputado federal)

    R$ 350 mil

    31. Francisco Dornelles (vice-governador do Rio)

    R$ 200 mil

    32. Carlinhos Almeida (vereador em São José dos Campos-SP)

    R$ 50 mil

    33. João Almeida (deputado federal)

    R$ 500 mil

    34. Rui Costa (governador da Bahia)

    R$ 10 milhões

    35. Paulo Skaf (presidente da Fiesp)

    teria sido beneficiado com R$ 6 milhões da verba acertada com Temer

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

      Receba Nossas Notícias

      Receba nossas newsletters

      Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

      Receba nossas notícias no celular

      WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

      Comentários [ 0 ]

      O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.