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Eleições 2010

PMDB do Paraná diz não à adesão da sigla à candidatura de Dilma

Governador Requião lança, junto com o senador gaúcho Pedro Simon, campanha para que o partido tenha candidato próprio à Presidência da República

  • PorKátia Chagas
  • 19/10/2009 21:05
Requião e Simon: amigos. | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Requião e Simon: amigos.| Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

Cidadão honorário

Simon recebe homenagem de paranaenses

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) esteve ontem em Curitiba para receber o título de cidadão honorário do Paraná, proposto pelo deputado estadual paranaense Caíto Quintana (PMDB), que nasceu no Rio Grande do Sul. Na sessão solene promovida ontem pela Assembleia Legislativa, Simon foi apontado como um dos nomes mais importantes do "velho MDB de guerra".

Simon tem 79 anos, nasceu em Caxias do Sul (RS) e fez a vida política no Rio Grande do Sul, onde foi vereador, deputado estadual e governador. Apesar disso, ele tem relações fortes com o Paraná. É casado com Ivete Simon, natural de Capanema, município do Sudoeste paranaense, base eleitoral de Quintana.

O senador disse ter recebido com muita emoção o título, mas ressaltou que a homenagem foi resultado da sua amizade com políticos paranaenses e não por serviços efetivamente prestados ao Paraná. (KC)

Na contramão da direção nacional do PMDB, no Paraná os principais integrantes da legenda lançaram ontem um movimento a favor da candidatura própria à Presidência da República. O anúncio foi feito pelo próprio governador Roberto Requião e sinaliza que os peemedebistas paranaenses não vão aceitar passivamente a aliança entre o PMDB e o PT em torno da candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, a petista Dilma Rousseff. Amanhã, as direções nacionais do PMDB e do PT devem selar, junto com o presidente Lula (PT), o acerto entre os dois partidos.

Os peemedebistas paranaenses, porém, pretendem trazer a Curitiba, no dia 15 de novembro, integrantes da sigla de todo o país para mobilizar a ala do partido que é contra alianças no primeiro turno da eleição.

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) também defendeu ontem, em Curitiba, a candidatura própria do partido, embora reconheça que as chances de a tese avançar são pequenas porque o grupo que costura aliança com o PT tem a "máquina na mão e cargos importantes" no governo federal. Além disso, o PMDB ocupa sete ministérios e presidências de estatais.

Mas Simon, mesmo assim, defende a candidatura própria. "Numa eleição de dois turnos, cada um tem de mostrar suas ideias", disse ele. Segundo o senador gaúcho, que veio ao estado para receber o título de cidadão honorário do Paraná concedido pela Assembleia Legislativa, o partido tem três pré-candidatos a presidente: o governador do Paraná, Roberto Requião; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto.

O senador criticou ainda a direção nacional do PMDB por não cumprir o que ela própria havia determinado anteriormente. Ficou acertado que os estados deveriam realizar encontros regionais sobre as eleições 2010 e o resultado seria discutido numa reunião nacional. "Mas agora o comando do partido quer fazer o contrário, decidir para depois se reunir", afirmou Simon.

Além do PMDB paranaense, em pelo menos outros sete estados, os integrantes do partido têm forte resistência à coligação nacional com o PT: Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Tucanato

Em São Paulo, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) quer apoiar o tucano José Serra para a Presidência. Requião disse que conversou com Quércia no fim de semana e expôs sua posição divergente. "Apoiar o Serra hoje seria a mesma coisa que partir para um acordo sem programa. Apoiar o Serra por quê? É lindo o Serra? É mais bonito que a Dilma? É melhor que os candidatos que o PMDB pode ter? É mais engraçadinho do que o Ciro Gomes? Não é por aí", declarou o governador.

Requião defendeu ainda que o PMDB elabore um programa de governo para o Brasil antes de tratar de coligações. Embora tenha declarado ser um "lulista", o governador discorda da política econômica do presidente. "É que nós precisamos, ao invés do que acontece hoje, um governo que privilegie o trabalho e o capital produtivo e que deixe de prestigiar o capital vadio e financeiro. É um bom começo para discutir um programa para o país", afirmou Requião.

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