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O PT indicou o deputado Odair Cunha (MG) para relatar a CPMI | Elza Fiúza/ABr
O PT indicou o deputado Odair Cunha (MG) para relatar a CPMI| Foto: Elza Fiúza/ABr

Caberá ao PT ir para a linha de frente na defesa do governo na CPMI de Carlinhos Cachoeira, que terá a primeira reunião hoje para eleger e oficializar a escolha do presidente, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e do relator, o deputado Odair Cunha (PT-MG). Principal partido da base governista no Congresso, o PMDB lavou as mãos ao indicar nomes considerados fracos e inexperientes em CPIs, deixando para o PT a tarefa espinhosa de blindar o governo dos ataques da oposição. Divulgada apenas ontem, a escolha de Odair Cunha, um jovem petista disciplinado e afinado com o Planalto, o ex-presidente Lula foi derrotado, por não conseguir emplacar Cândido Vaccarezza (PT-SP), considerado mais agressivo.

Segundo líderes governistas, Lula brigou por Vaccarezza até o fim, mas o Planalto o vetou e tentou impor Paulo Teixeira (PT-SP). Diante do impasse, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), agiram para escolher Odair. Com a preocupação crescente no PT e partidos aliados sobre os rumos da CPMI, Lula desembarca hoje em Brasília para encontros com a presidente Dilma Rousseff e líderes de PT e PMDB.

O relator terá o poder de ditar o ritmo das investigações. Após ser anunciado, ontem, já adotou um tom moderado, afirmando que as investigações serão sérias, "doa a quem doer", mas teve o cuidado de ressaltar que isso não significa envolver governo. "Não se trata de uma investigação que, necessariamente, vá para cima do Planalto ou qualquer membro do governo. Queremos investigar o fato determinado, que originou a CPMI. Se no curso das investigações [surgirem alguns governistas], a partir dos indícios e das provas, vamos produzir a investigação, doa a quem doer", disse Cunha.

Pela manhã, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), reuniu-se com a ministra de Relações Institucionais citou os senadores que indicaria: o novato Sérgio Souza (PMDB-PR); Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ciro Nogueira (PP-PI); Paulo Davin (PV-RN) e Vital do Rêgo. Com isso, Renan mandou um recado ao governo: a bola está com o PT. A oposição vibrou com a dificuldade da base de ter os mais experientes. "Desse jeito, a oposição vai acabar tomando conta dessa CPI", comentou o líder e presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

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