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A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Vilella, da mulher dele e da empregada do casal. Os três foram mortos a facadas em agosto de 2009. Para a polícia, a filha do ex-ministro, Adriana Vilella, teria tido "envolvimento direto" no crime, segundo o delegado Luiz Julião Ribeiro, um dos responsáveis pela investigação.

Por telefone, Adriana Vilella disse ao G1 que não sabe explicar a razão pela qual foi apontada pela polícia como envolvida no crime. "A única coisa que tenho a dizer é que sou inocente", declarou.

A polícia aguarda uma decisão juiz Fábio Francisco Esteves sobre o pedido de prisão preventiva de Adriana, feito na última sexta-feira (17). Desde segunda-feira (20), o inquérito da polícia é analisado pelo Ministério Público.

"A Adriana teve envolvimento no crime. Se ela deu as facadas, não sabemos, mas com certeza ela [Adriana] esteve no apartamento no dia do crime. Estamos pedindo a prisão da Adriana porque ela está envolvida no crime", afirmou ao G1 o delegado Luiz Julião Ribeiro, um dos responsáveis pela investigação.

Ao todo, a polícia pediu a prisão preventiva de cinco suspeitos de envolvimento na morte do ex-ministro. Quatro deles – a vidente Rosa Maria Jacques e o marido dela, João Tocheto de Oliveira, o policial civil José Augusto Alves e a delegada Marta Vargas, responsável pelo início das investigações – tiveram a prisão solicitada porque, segundo a polícia, estavam obstruindo as investigações. Marta foi a única dos quatro que não cumpriu prisão temporária. Os demais já tinham sido presos temporariamente pelo mesmo motivo.

Adriana Vilella foi a que permaneceu por mais tempo presa temporariamente. A filha do casal Vilella chegou a ficar por 18 dias presa no Presídio Feminino do Distrito Federal, no Gama. Adriana conseguiu na Justiça o direito de terminar de cumprir os 12 dias restantes da pena em prisão domiciliar. Segundo o delegado, uma série de provas levaram a polícia a concluir que Adriana teve participação direta no crime.

"Não é uma prova só. São dezenas de provas que levaram a polícia a concluir que a Adriana está diretamente envolvida no crime", disse Ribeiro.

A polícia, contudo, não fala sobre quais seriam os responsáveis pelas facadas que vitimaram José Vilella, sua esposa, Maria Carvalho, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva.

No dia 29 de agosto, um dia depois de Adriana ter sido levada ao local do crime para a realização de exames periciais, o advogado Rodrigo Alencastro afirmou que era comum a polícia ter encontrado digitais de Adriana no apartamento do casal morto.

"É comum isso [digitais]. Era o apartamento dos pais dela. Eu não vejo qual a finalidade desse exame", reclamou Alencastro.

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