Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Segurança

Polícia Federal liberta todos os presos na Operação Alcaides

A Polícia Federal soltou nesta sexta-feira todas as pessoas que foram presas durante a Operação Alcaides, deflagrada para investigar fraudes em licitações e desvio de verbas em prefeituras do agreste pernambucano. A liberação aconteceu porque as prisões eram temporárias para colher provas em relação a cada um dos investigados.

Na última quinta-feira, o deputado estadual Claudiano Martins (PMDB) já havia deixado a sede da Polícia Federal, onde estava preso, após um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do deputado, estavam presos três prefeitos e funcionários públicos, totalizando 17 pessoas detidas. Os prefeitos que estavam presos eram: Otaviano Martins, prefeito do município de Manari; o irmão dele, Numeriano Martins, prefeito de Águas Belas, e Manuel Ferreira dos Santos, prefeito de Tupanatinga.

Ainda de acordo com a PF, a liberação não impede que novas prisões preventivas voltem a acontecer. Dos 21 mandatos de prisão da Operação Alcaides, quatro ainda não foram cumpridos e a polícia continua procurando os foragidos.

A investigação da atuação da quadrilha começou em 2005 e, segundo levantamento da Controladoria Geral da União, o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 10 milhões. Em janeiro deste ano, técnicos da CGU fizeram auditorias nas contas das prefeituras investigadas. Essas cidades são as que possuem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Pernambuco.

Segundo o que foi apurado pela PF, os prefeitos envolvidos assinavam contratos e convênios para repasse de verbas da União e fraudavam a licitação utilizando empresas inexistentes ou que tinham ligações umas com as outras, o que, por si só, já constitui crime - uma vez que empresas concorrentes de uma mesma licitação não devem ter relações entre si.

As empresas vencedoras da licitação não prestavam o serviço ou não entregavam o material comprado, mas apresentavam notas fiscais falsas às prefeituras para que os governos municipais pudessem elaborar prestações de contas fraudulentas. Com essas prestações, a verba era liberada pela União e o dinheiro era sacado pelos próprios prefeitos, tesoureiros, secretários de Finanças ou terceiros que não tinham ligações com as empresa supostamente contratadas.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.