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Política

Por unanimidade, Câmara abre Comissão Processante contra prefeito de Rolândia

Os dez vereadores decidiram instalar CP para apurar a responsabilidade de Johnny Lehmann em supostas irregularidades na contratação de funcionários para a saúde e no conserto de ambulâncias

A Câmara de Rolândia aprovou, na noite desta segunda-feira (28), a abertura de uma Comissão Processante (CP) para apurar a responsabilidade do prefeito Johnny Lehmann (PTB) em supostas irregularidades na saúde. Todos os dez vereadores – inclusive os da base do prefeito – votaram a favor da criação da CP, uma continuação de uma Comissão Especial (CE) que investigou a contratação irregular de funcionários para o Hospital São Rafael, além do superfaturamento no conserto de ambulâncias.

Na ocasião, os vereadores também votaram a composição da comissão. Na presidência, ficará o oposicionista José de Paula Martins (PSD); na relatoria, Alex Santana (PSB); e como membro, Waldemar Moraes de Almeida (PSDB). A comissão tem cinco dias para notificar Lehmann da abertura da CP e 90 dias, após a notificação, para terminar o relatório, que pode concluir pela cassação do mandato do prefeito.

Protocolado por Cristina Pieretti de Souza no dia 17, o pedido já havia sido retirado de pauta na semana passada, sob a alegação de que faltavam documentos. Segundo o vereador Martins, em entrevista ao JL quando o pedido foi protocolado, o prefeito seria um dos responsáveis pelos desvios na saúde. "Durante a Comissão Especial, encontramos um rombo de mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 600 mil do conserto de ambulâncias e o restante nos contratos dos funcionários". Segundo ele, 205 funcionários estariam contratados irregularmente, sem concurso público.

Outro lado

Em entrevista por telefone ao JL, Lehmann rebateu as denúncias e avaliou a abertura da CP como "politicagem". "É um processo político. Usarei todo o aparato jurídico necessário para a defesa", ressaltou. Ainda em sua defesa, o prefeito considerou que a CE tem "muitas falhas". "O relatório [da CE] não pediu a abertura da CP. Quando ela terminou, aliás, ninguém abriu. Nem o Ministério Público foi atrás. Aí a oposição, que perdeu as eleições com larga margem, foi atrás", criticou.

Sobre a debandada total da base da Câmara – Waldemar Moraes manifestou cautela para a abertura da CP, mas acabou votando a favor – , o prefeito disse que o resultado já era esperado. "Fiz uma base tranquila, com sete vereadores. Mas, eles acharam que tinham de fazer algo contra." Ele também lembrou que, entre a proposição da CP e a votação, liberou todos para que votassem pela abertura. "Já estou acostumado. Eles vêm tentando me atrapalhar há cinco anos."

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