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Venda de cargo

Porto de Paranaguá se isenta de culpa sobre denúncia

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) emitiu nota ontem informando que abriu processo administrativo interno para apurar a denúncia de que haveria um esquema de "venda" de cargos comissionados na autarquia em troca de apoio político nas eleições deste ano. A Appa ainda informou que pediu à Polícia Civil para entrar na apuração do caso. Apesar disso, no texto, a autarquia se isentou de responsalidades, argumentando que nenhuma das duas pessoas envolvidas na denúncia trabalha ou já trabalhou no Porto de Paranaguá e que a administração portuária não tem qualquer ligação com a suspeita.

Desde a semana passada, o Ministério Público Estadual (MP) investiga a denúncia de um comerciante de Paranaguá que afirma que cargos comissionados no porto estariam sendo negociados em troca de apoio à campanha eleitoral de Alceu Maron Filho, presidente do PSDB de Paranaguá e pré-candidato à prefeitura da cidade. Na sexta-feira, a Polícia Federal, a pedido do MP, cumpriu mandado de busca e apreensão de documentos, imagens e computadores na sede da Appa. O material será utilizado na apuração da denúncia.

Alceu Maron é primo do ex-superintendente da Appa Airton Maron, demitido há nove dias do cargo pelo governador Beto Richa (PSDB). Embora Alceu não trabalhe no porto, a negociação de cargos, segundo a denúncia, seria para beneficiá-lo na campanha. Em entrevista à Gazeta do Povo, Alceu negou a denúncia. Airton Maron foi procurado, mas a reportagem não obteve retorno dos pedidos de entrevista.

O denunciante, que pede para não ter o nome divulgado, alega que o presidente do diretório municipal do Partido Social Liberal (PSL) em Para­­naguá, Ênio Campos Silva, cobrou R$ 22 mil para indicá-lo a um cargo na Appa. O dinheiro, segundo ele, foi pago. À reportagem, Silva disse que Alceu Maron ofertou dois cargos no porto em troca do apoio eleitoral de sua legenda (um desses cargos seria o que o denunciante supostamente comprou). Apesar disso, Silva negou ter cobrado o dinheiro para fazer a indicação. O dirigente partidário alega que apenas fez um empréstimo.

O comerciante entregou ao Ministério Público uma gravação que comprovaria a negociação com o PSL. Também foram anexados na denúncia boletos bancários que atestam que houve depósito na conta bancária do presidente do PSL de Paranaguá.

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