Faltando quatro dias para entregar o cargo ao sucessor, a prefeita Jacira Quirino Alves (PMDB), de Maripá, no Oeste, teve o mandato cassado nesta quinta-feira (27) por improbidade administrativa. A cassação foi recomendada por uma Comissão Processante da Câmara de Vereadores da cidade, que investigou denúncias de que Jacira emplacou carros oficiais com os números de seu partido e letras que lembravam as iniciais de seu nome. O vice-prefeito Renato Drisner responderá pela prefeitura nos próximos quatro dias.

A sessão extraordinária no Legislativo foi tumultuada com simpatizantes de Jacira declarando apoio. Ela teve duas horas para se defender das acusações, mas após quase sete horas de sessão, dois terço dos vereadores decidiram pela condenação da prefeita que também ficará inelegível por oito anos.

O presidente da Câmara de Vereadores, Altair João Pandini (PSDB), disse que apesar de ela ter devolvido o dinheiro aos cofres públicos e trocado as placas dos veículos, "a infração político-administrativa aconteceu da mesma forma". Ele admitiu que o objetivo principal do julgamento foi cassar os direitos políticos da prefeita e torná-la inelegível. Segundo Pandini, durante discurso na Câmara a prefeita atacou os vereadores.

Jacira tentou reeleição nas eleições deste ano, fez 2.024 votos, mas acabou derrotada por uma diferença de 90 votos. Anderson Bento Maria (PPS) foi eleito com 2.114 votos.

A reportagem tentou contato com a prefeita cassada, mas seu celular estava desligado. Na prefeitura ninguém atendeu ao telefone.

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