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Humala e Dilma em foto de 2011. | ROBERTO STUCKERT FILHO/ROBERTO STUCKERT FILHO
Humala e Dilma em foto de 2011.| Foto: ROBERTO STUCKERT FILHO/ROBERTO STUCKERT FILHO

O presidente do Peru, Ollanta Humala, convocou ao Palácio do Governo na noite de segunda-feira (22) o embaixador do Brasil em Lima, Marcos Raposo Lopes, para “expressar seu rechaço” e solicitar informação oficial sobre as investigações da Polícia Federal na Operação Acarajé, a 23ª fase da Operação Lava Jato.

Da reunião, segundo nota distribuída pela Secretaria de Imprensa da Presidência do Peru, também participaram o presidente do Conselho de Ministros, Pedro Cateriano, e a ministra das Relações Exteriores, Ana María Sánchez.

Os investigadores da Operação Acarajé apreenderam uma planilha em poder de uma pessoa “com vínculo empregatício” com a construtora Odebrecht na qual são citados alguns “usos” de recursos da empreiteira, dentre os quais um certo “Projeto OH”, que segundo a PF pode ser uma referência ao presidente Ollanta Humala. A citação aparece ao lado da cifra de R$ 4,8 milhões.

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“A se confirmar esta hipótese investigativa, o então dirigente máximo do Peru teria sido beneficiado pelo Grupo Odebrecht e isto, de alguma forma, estaria atrelado aos investimentos feitos pelo governo federal naquele país”, diz relatório da PF subscrito pelo delegado da PF Filipe Pace.

Outro dado relativo a Humala, segundo a PF, foi encontrado no telefone celular do dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, “quando este relaciona aquele [Humala] de forma oposta ao termo ‘humildade’, consta ainda nesta anotação a questão de dinheiro para Angola e Peru”.

A Odebrecht atua em diversas obras no Peru, incluindo a construção da usina hidrelétrica de Chaglla, corredores viários e um projeto de irrigação. Entre 1998 e 2014, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) emprestou cerca de R$ 1 bilhão para obras no Peru realizadas pela Odebrecht, conforme dados liberados pelo banco no primeiro semestre de 2015.

Eis a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência do Peru: “Face às informações supostamente provenientes da Polícia Federal do Brasil, surgidas à noite em um órgão de comunicação daquele país, e reproduzidas por alguns meios locais no Peru, o embaixador do Brasil, o senhor Marcos Raposo Lopes, foi convocado ao Palácio do Governo pelo senhor presidente da República, Ollanta Humala Tasso, com a presença do presidente do Conselho de Ministros, Pedro Cateriano, e a ministra das Relações Exteriores, Ana María Sánchez, para expressar seu rechaço ante tais afirmações e solicitar informação oficial sobre o assunto”.

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